Quimioterapia prejudica marcha e equilíbrio

Estudo publicado na revista “Breast Cancer Research and Treatment”

13 junho 2017
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Um novo estudo revelou que apenas um tratamento de quimioterapia é o suficiente para afetar significativamente a marcha e o equilíbrio do paciente, pondo-o em maior risco de quedas.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro Geral do Cancro da Universidade do Estado de Ohio, EUA, demonstrou que até 60 por cento dos pacientes experienciam neuropatia periférica induzida por quimioterapia que pode incluir dormência nas mãos e pés.
 
Para a investigação, Maryam Lustberg e equipa propuseram-se estudar e medir as capacidades funcionais de pacientes com cancro durante e após o tratamento de quimioterapia baseado em taxanos. 
 
Os investigadores contaram com a participação de 33 pacientes com cancro da mama nos estádios I a III, tendo avaliado o desempenho funcional – marcha e equilíbrio em pé – dos pacientes, em cinco ocasiões diferentes, antes do início do tratamento e até três meses após o final do mesmo. 
 
Após apenas um tratamento com quimioterapia, os investigadores observaram um aumento de 28% na oscilação de um lado para o outro (medial e lateral), que agravou para 48% à medida que se foram acumulando os tratamentos. 
 
Adicionalmente, os pacientes demonstraram uma redução de 5% na velocidade da marcha após três ciclos de quimioterapia. Foi ainda observado um agravamento nos sintomas sensoriais, pior controlo da postura e uma associação entre o equilíbrio e os sintomas sensoriais relatados pelos pacientes. 
 
“Isto não é apenas uma preocupação com a qualidade de vida – a neuropatia periférica induzida por quimioterapia pode exercer um impacto na capacidade do paciente de receber o tratamento, limitando o potencial de cura”, explicou Maryam Lustberg.
 
A investigadora disse ainda que “para os pacientes que têm grandes dificuldades com a neuropatia, temos muitas vezes que modificar o regime de tratamento dos mesmos para o tornar mais tolerável – por vezes o tratamento tem que ser totalmente interrompido”.
 
“Temos que tornar esses tratamentos mais toleráveis para os pacientes para que obtenham os benefícios totais dos tratamentos”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

 

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