Quimioterapia em crianças com Ependimoma evita Radioterapia

Estudo publicado no "The Lancet Oncology"

26 agosto 2007
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O tratamento com Quimioterapia em crianças que sofrem de Ependimoma Intracraniano, tumor das células que revestem as cavidades interiores do cérebro, atrasa ou evita a necessidade de submetê-las a Radioterapia. O estudo foi publicado na revista médica britânica "The Lancet Oncology".
 

 

A investigação foi feita por cientistas de várias entidades académicas britânicas, entre elas a Universidade de Nottingham, que, entre 1992 e 2003, acompanharam 80 crianças com este tipo de tumor.
 

 

Destes, os que foram submetidos a Quimioterapia, 42% não precisaram de ser submetidos a tratamentos com Radioterapia, enquanto os que tiveram que ser submetidos, atrasaram o tratamento em média 20,3 meses.
 

 

Nos três anos posteriores à aplicação da Quimioterapia, 79,3% das 80 crianças continuavam com vida. Dois anos mais tarde, 63,4% destes pacientes tinha sobrevivido à doença, embora apenas 41,8% dos 80 doentes tivesse conseguido evitar a recaída.
 

 

Os investigadores asseguram que, das crianças que voltaram a desenvolver a doença, 90% o fez porque tinha reaparecido algum tipo de tumor no cérebro. "Conseguimos com sucesso o propósito original de evitar ou atrasar a Radioterapia nas crianças sem efeitos secundários comprometedores. E os resultados confirmam o papel que desempenha a Quimioterapia primária nas crianças com Ependimoma intracraniana", explicaram os cientistas na revista.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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