Quimioterapia altera tecido cerebral das pacientes com cancro de mama

Estudo publicado na revista "Breast Cancer Research and Treatmen”

10 novembro 2010
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O tecido cerebral das doentes com cancro da mama submetidas a quimioterapia mostraram alterações, refere um relatório elaborado por uma equipa conjunta do Indiana University Melvin e do Bren Simon Cancer Center, nos EUA, publicado na revista "Breast Cancer Research and Treatmen”.

 

Os efeitos do tratamento nas capacidades cognitivas destes indivíduos já são conhecidos há anos. Contudo, este é o primeiro trabalho a comparar imagens do cérebro antes e depois da quimioterapia, mostrando que a massa cinzenta é particularmente afectada. Trata-se do primeiro estudo prospectivo, segundo afirmou em comunicado de imprensa, o líder da investigação, Andrew Saykin, do UI Cancer Center, acrescentando que “as análises sugerem uma base anatómica para queixas cognitivas e alterações no desempenho observadas nas pacientes. Memória, funções múltiplas e velocidade de processamento são as funções mais afectadas e correspondem precisamente as regiões do cérebro onde detectamos mudanças na massa cinzenta”.

 

Para a investigação, a equipa analisou ressonâncias magnéticas do cérebro de pacientes com cancro da mama e de um grupo de controlo composto por indivíduos saudáveis. Os exames foram feitos após a cirurgia, mas antes da radioterapia ou quimioterapia. Os exames foram repetidos um mês após a cirurgia e um ano após a quimioterapia.

 

O estudo incidiu sobre 17 doentes com cancro da mama tratadas com quimioterapia depois da cirurgia, 12 mulheres com cancro da mama que não foram submetidas a quimioterapia após a cirurgia e 18 mulheres sem a patologia. Os cientistas observaram que as alterações mais proeminentes na massa cinzenta, nas regiões do cérebro relacionadas com as funções cognitivas, foram verificadas durante e logo após a quimioterapia.

 

Entretanto, os resultados mostram que na maioria das mulheres, a densidade da matéria cinzenta melhorou um ano após o fim da quimioterapia.De acordo com a equipa, as alterações são subtis. No entanto, algumas pacientes – sobretudo mulheres na meia-idade – mostraram ser mais afectadas, muitas vezes impedindo-as de regressar ao trabalho. O mais comum, entretanto, é que as pacientes retomem os seus trabalhos, apesar de ser mais difícil executar multi-tarefas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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