Químico presente nos tumores pode travar o seu crescimento

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

10 março 2017
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Um composto químico encontrado nos tumores pode ajudar a parar o crescimento tumoral, é a conclusão de um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Illinois em Chicago (UIC), EUA, demonstrou que o aumento na expressão de uma citocina química chamada LIGHT em ratinhos com cancro do cólon fez ativar as células do sistema imunitário que são destruidoras naturais de células cancerígenas, as chamadas células T Natural Killer, e causou uma regressão nos tumores primários e metastáticos no fígado dos roedores.
 
Ajay Maker, professor de cirurgia na Faculdade de Medicina na UIC e autor correspondente, adiantou que “para a maioria dos pacientes com cancro do cólon que se tenha espalhado para o fígado, os tratamentos atuais são paliativos e não curativos”. 
 
“Embora alguns estudos tenham sugerido que a imunoterapia poderá ser uma abordagem promissora para cancros em estado avançado, a utilização desses tratamentos em metástases gastrointestinais avançadas ainda não demonstrou muito sucesso”, continuou.
 
Para o estudo, o investigador e colegas provocaram tumores de cancro do cólon em ratinhos com um sistema imunitário intacto. Quando os tumores atingiram um certo tamanho, os roedores foram divididos em dois grupos: um grupo teve a citocina LIGHT ativada nos tumores e o outro serviu como grupo de controlo. 
 
Os tumores expostos à citocina LIGHT demonstraram um influxo de células T que resultou numa regressão rápida e sustentada dos tumores, mesmo após a expressão da citocina ter parado. Nos ratinhos com metástases no fígado, a expressão da citocina LIGHT provocou igualmente uma forte resposta imunitária que resultou numa diminuição nos tumores.
 
Segundo Ajay Maker, a intervenção essencialmente treinou o sistema imunitário a reconhecer e a atacar o tumor, e a oferecer proteção contra a formação de novos tumores, que é um aspeto importante do cancro do cólon.
 
“Não só descobrimos que a expressão da LIGHT promoveu a regressão dos tumores, como com mais investigação identificámos o tipo de célula T – CD8 – que foi responsável pela diminuição do tumor”, explicou o cirurgião. “Estes achados são poderosos e possuem um enorme potencial clínico”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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