Questionada fiabilidade de exame à próstata

Dados apresentados na revista Archives of Internal Medicine

16 janeiro 2006
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Um dos testes mais usados para detectar cancro da próstata, conhecido como exame de PSA, não aumenta as probabilidades de sobrevida dos pacientes, de acordo com um estudo da Yale University School of Medicine, nos Estados Unidos.
 

 

O estudo, publicado na revista especializada Archives of Internal Medicine da semana passada, acompanhou mil pacientes e concluiu que o número de mortes entre homens que fizeram o teste é semelhante ao do grupo dos que não fizeram. No entanto, o líder da investigação, John Concato, alertou em declarações à imprensa internacional que os homens não devem evitar o teste devido aos resultados deste estudo.
 

 

"A questão não é tão simples. O que deveria ser reconhecido é que existe uma incerteza considerável quanto à utilidade dos exames de PSA em homens saudáveis e as limitações deveriam ser discutidas entre paciente e médico", preveniu o médico.
 

 

O teste mede os níveis no sangue de uma proteína que é um antígeno específico da próstata (PSA). Essa taxa normalmente sobe quando o paciente tem cancro. Contudo, a taxa de PSA no sangue pode subir por causa de um aumento benigno na próstata ou por infecções na glândula. O exame tão-pouco dá aos médicos qualquer indicação sobre a agressividade do suposto tumor. Os cientistas norte-americanos descobriram que a combinação dos testes de PSA e um exame digital produz resultados ainda menos fiáveis.
 

 

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