Quercus insiste em perigo de herbicidas para a saúde

Ordem dos Médicos condena inação do Governo

10 agosto 2015
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A Quercus renova o alerta para os perigos que os herbicidas podem provocar na saúde, citando a Ordem dos Médicos que considera “inaceitável” a “inação governativa” no sentido de avançar com medidas para evitar alguns cancros.
 
De acordo com a notícia veiculada pela agência Lusa, a plataforma Transgénicos Fora, que inclui a Quercus, tem apelado tanto a autarquias como aos agricultores para que deixem de usar herbicidas como o glifosato para eliminar ervas daninhas em jardins e locais públicos, com o argumento de que são responsáveis por danos para a saúde, podendo provocar cancro.
 
Esta plataforma havia já repetido a mesma denúncia em março tendo por base as conclusões da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro, que classificou o glifosato como agente cancerígeno provável, e em estudos científicos sobre as consequências deste produto para o ambiente. 
 
Na altura, a multinacional Monsanto, de agricultura e biotecnologia, principal alvo das acusações dos ambientalistas, garantiu que os herbicidas de glifosato no mercado "são seguros para a saúde humana", o que é comprovado por "um dos maiores bancos de dados científicos" sobre um produto agrícola.
 
Agora, a Quercus, em comunicado enviado à Lusa, cita o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, que no editorial da revista da organização, refere-se aos efeitos de químicos na saúde e defende que, "para o glifosato, a conclusão é clara: este herbicida deveria ser suspenso em todo o mundo".
 
O bastonário salienta que "abundam os cancros de origem indeterminada, e parte decorre certamente da sociedade altamente industrializada e química em que vivemos", sendo o glifosato um exemplo, e "para os cancros que já podem ser evitados no presente, a inação governativa é inaceitável".
 
É que, para o responsável da Ordem dos Médicos, a iniciativa de agir nesta área "cabe ao Governo e à Direção Geral de Saúde".
 
A Quercus realçou que "os cancros podem ter origem nos pesticidas que são vendidos pelas empresas do ramo e aplicados indistintamente por entidades públicas que afirmam que a sua utilização e a sua existência nas ruas e nos produtos agrícolas não trazem problemas para a saúde das pessoas".
 
Esta associação ambientalista lançou a “Campanha contra Herbicidas em Espaços Públicos”, na qual desafia as autarquias a aderirem ao Manifesto "Autarquia Sem Glisofato", iniciativa que já conta com a adesão de vários municípios e freguesias que optaram por métodos diferentes dos químicos, como a monda manual e mecânica.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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