Quer ter um coração sempre jovem?

Então, promova a amizade

22 maio 2005
  |  Partilhar:

 

 

 

A amizade é mesmo o melhor antídoto contra a depressão. Segundo um estudo publicado na revista Psychosomatic Medicine, esta valiosa relação faz tão bem que protege o coração das mulheres.
 

 

A investigação, financiada pelo instituto Norte-americano do Coração, Pulmões e Sangue é um dos primeiros a analisar o vínculo entre o isolamento social e o risco de morte entre as mulheres que podem ter doenças do coração. A conclusão principal do estudo é, segundo o líder da equipa, Carl Pepine, da Universidade da Florida, de que se for mulher e sentir uma pressão no peito, o melhor é combatê-la com muitas amizades.
 

 

A equipa de Pepine examinou, em diferentes partes do país, 503 mulheres com uma média de idade de 59 anos que sentiam mal-estar no peito, o que é um indício frequente de doenças cardiovasculares.
 

 

As mulheres foram submetidas a diversas análises, incluindo a angiografia coronária, para determinar se tinham obstruções nas artérias. Na sua maioria, as mulheres não tinham doenças cardíacas graves, mas muitas sofriam de depressão ou outras formas de mal-estar psicológico.
 

 

Depois, os investigadores, através de questionários, estudaram a vida social destas mulheres, as suas relações com familiares, amigos, vizinhos e grupos comunitários. Quase metade das mulheres estudadas informou que tinha redes sociais pequenas, isto é, vínculos regulares com menos de seis pessoas que podiam ser familiares ou amizades.
 

 

Os cientistas acompanharam a condição de saúde de todas as mulheres durante um tempo que oscilou entre dois a quatro anos. «As mulheres -que disseram ter redes de apoio social maiores- mostraram um menor risco de doenças cardiovasculares, incluindo níveis mais baixos de glicose no sangue, taxas mais baixas de tabagismo e hipertensão, diabetes e depressão», de acordo com o artigo.
 

 

Cerca de 67 por cento das mulheres que tinham uma rede social menor apresentaram alguma doença cardiovascular. Entre as mulheres com mais amizades, o número foi de 54 por cento.
 

 

Um outro estudo, publicado pela mesma revista e dirigido por Beverly Brummett, do Departamento de Psiquiatria e Ciências da Conduta da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, mostrou o vínculo entre a sociabilidade e as possíveis consequências negativas, como a vida sedentária e o tabagismo.
 

 

Esses estudos demonstraram que, quando a mulher tem relações sociais mais amplas e sólidas, aumenta a sua probabilidade de viver mais, inclusive com a doença cardiovascular já diagnosticada, Mas o estudo de Brummett adverte para factores que revertem esses benefícios, quando a amizade vem acompanhada de uma vida sedentária e do hábito de fumar cigarros.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.