Quem ama o feio, bonito lhe parece

Estudo sobre as perceções de beleza em pares românticos

13 julho 2015
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“Quem ama o feio, bonito lhe parece” é um provérbio popular que todos conhecemos e que significa que quando gostamos de alguém, independentemente do seu aspeto exterior, as caraterísticas da sua personalidade tornam a pessoa mais bela aos nossos olhos.
 
Um grupo de cientistas decidiu estudar, entre outros aspetos, as perceções de beleza em pares românticos e as conclusões a que chegaram foram interessantes.
 
Lucy Hunt e Paul Eastwick (ambos da Universidade do Texas) e Eli Finkel (Universidade de Northwestern) tinham curiosidade de perceber por que é que as pessoas tendiam para se juntar a parceiros com caraterísticas físicas, comportamentais e psicológicas similares, um fenómeno conhecido como acasalamento preferencial.
 
Este fenómeno é por vezes explicado pelo facto de as pessoas mais atraentes fisicamente terem à partida mais facilidade de chamar a atenção de outras pessoas igualmente atraentes.
 
Mas Hunt e os colegas acreditavam que quando as pessoas se conheciam há muito tempo esta dinâmica de competição sexual podia ser diferente. 
 
A investigação anterior que fizeram mostrou-lhes que quanto mais as pessoas se conhecem, mais probabilidade há de haver alterações na forma como olhamos para o outro fisicamente e apreendemos a sua beleza física e que a atração física deixa de ser menos relevante e um fator menos determinante na possibilidade de dois indivíduos virem a ser um casal.
 
Hunt explica que “quando temos tempo para interagir com outros em diversos contextos surgem mais oportunidades para formar opiniões únicas e que vão além das primeiras impressões que temos de alguém. As pessoas tanto podem iniciar relações românticas com pessoas estranhas como com pessoas que já conheciam e foi isso que nos despoletou interesse, o tentar perceber até que ponto o tempo poderia afetar a atração que duas pessoas sentem uma pela outra”.
 
A hipótese que esta equipa de investigadores colocou inicialmente foi que os casais que se conheciam há menos tempo tinham mais probabilidade de ser igualmente atraentes, enquanto naqueles casais que já tinham uma relação de amizade antes do relacionamento amoroso poderia haver mais disparidades entre os dois em termos de aspeto físico.
 
Para o estudo, avaliaram 167 casais, dos quais 67 eram namorados e 100 eram casados. Os casais estavam juntos há pelo menos três meses. A relação mais longa durava há 53 anos e a média de duração dos relacionamentos correspondia a oito anos e oito meses.
 
Os casais foram filmados a conversar sobre como tinham mudado ao longo da relação. Profissionais qualificados avaliaram depois as filmagens e classificaram, com recurso a escalas, o grau de atratividade de cada membro do casal.
 
Os resultados demonstraram que há quanto mais tempo as pessoas se conheciam antes do relacionamento mais probabilidade existia de os membros do casal não terem o mesmo grau de atratividade, ou seja, mais provável seria que um membro do casal fosse mais atraente que o outro.
 
Pelo contrário, no caso dos casais que começaram o relacionamento logo após se conhecerem o grau de atratividade era muito similar.
 
O que é interessante também referir é que o facto de haver uma maior correspondência entre o grau de atratividade de cada membro do casal não estava associado a uma maior satisfação do casal.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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