Queimaduras solares fornecem dados para o desenvolvimento de fármacos contra a dor

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

13 julho 2011
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Os cientistas descobriram uma molécula no corpo que controla a sensibilidade à dor da radiação UVB, que provoca as queimaduras solares, que poderia ajudar a desenvolver novos fármacos para tratar a dor noutras doenças comuns, tais como a artrite.

 

Trata-se da molécula CXCL5 que faz parte de uma família de proteínas chamadas quimiocinas que recrutam as células imunes inflamatórias para o tecido lesado, causando dor e sensibilidade, aponta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.

 

"Este estudo não é válido somente para queimaduras solares. Identificámos um mediador que poderia ser importante numa variedade de dores, particularmente naquelas associadas à inflamação, tais como a artrite e cistite”, explicou, em comunicado, o líder da investigação, Steve McMahon, do centro Wolfson para doenças relacionadas à idade.

 

McMahon, que também lidera um grupo de pesquisa denominado London Pain Consortium, e o seu parceiro de investigação, David Bennett, da King’s College London, solicitaram aos voluntários para que expusessem parte da sua pele à radiação UVB, criando uma pequena área de queimadura.

 

A radiação UVB afecta geralmente a camada mais superficial da pele, a epiderme, e é o principal agente responsável pela queimadura solar.

 

A pele afectada ficou sensível nas horas após a exposição e a dor aumentou até chegar a um ponto máximo, um dia ou dois depois da exposição. Nessa altura, os investigadores realizaram pequenas biopsias e procuraram centenas de mediadores de dor no tecido.

 

Verificaram níveis elevados de vários mediadores, incluindo a molécula CXCL5, e examinaram a biologia desses factores em ratinhos para descobrir se eram responsáveis pela transmissão da dor na pele queimada.

 

Os resultados mostraram que a CXCL5 estava presente em níveis elevados nas biopsias humanas e na biologia da proteína quimiocina em ratinhos, sugerindo que este é responsável por uma parte significativa da dor.

 

McMahon considera que o próximo passo na investigação seria desenvolver uma versão humana do anticorpo a ser testado em ensaios clínicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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