Queimaduras esgotam rapidamente níveis de vitamina E em crianças

Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

05 novembro 2010
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Os ferimentos por queimaduras graves em crianças têm mostrado esgotar rapidamente os níveis de vitamina E no tecido adiposo do corpo, refere um estudo clínico publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.

 

Uma análise realizada a oito crianças com queimaduras de terceiro grau em grande parte do corpo revelou terem perdido quase metade da vitamina E armazenada, em três semanas, embora estivessem a receber cerca de 150% da dose diária recomendada da vitamina e de outros nutrientes, numa dieta hipercalórica. De acordo com os cientistas, nas crianças analisadas, os níveis armazenados deste importante antioxidante apresentaram, em poucas semanas, uma redução que normalmente só poderia ocorrer em anos.

 

A investigação contou com cientistas de vários institutos e universidades norte-americanos, liderados por Maret Traber, do Instituto Linus Pauling. Segundo o relatório, os cientistas não estão certos de qual poderá ser a implicação deste rápido esgotamento de vitamina E, mas concluem que "a redução dos níveis de vitamina E pode ser um problema muito importante em pacientes com queimaduras" e outras formas graves de trauma.

 

Uma preocupação particular é a possibilidade de neuropatia periférica, já que o dano do nervo é comum em pacientes com graves lesões por queimadura e que também tem sido associado à deficiência de vitamina E em humanos. Ainda não foram feitos estudos para determinar se a administração de níveis mais elevados de suplementação de vitamina E depois de uma queimadura ajudariam a resolver este ou outros problemas de saúde de modo a promoverem a cura.

 

"No tecido adiposo, a curto prazo, a vitamina E não varia muito. Encontrar esse nível de perda de vitamina E em tão pouco tempo foi dramático, inesperado e um tanto alarmante", disse, em comunicado de imprensa, o líder da investigação, explicando que dos oito pacientes com queimaduras estudados, três deles já tinham níveis de vitamina E que seriam considerados deficientes na altura em que foram hospitalizados, logo após a lesão.

 

O relatório concluiu que os pacientes com queimaduras podem não estar a receber a dose adequada de vitamina E, e teorizou que o aumento do suplemento de vitamina E pode diminuir a neuropatia ou dano do nervo, que é frequentemente associada com as queimaduras graves. Novos estudos para tratar o mecanismo e as consequências deste problema estão a ser planeados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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