Que stress ficar sozinho!

Viagens frequentes podem causar ansiedade nos companheiros

19 maio 2002
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Fica triste e deprimido quando a sua cara metade vai de viagem? Até é normal, a questão é que esse acontecimento não lhe afecte o bem estar emocional durante os longos dias de separação física.
 

 

Um estudo norte-americano revelou que quando um dos membros do casal viaja em trabalho, com bastante frequência, pode originar problemas na saúde mental da mulher ou do marido que fica em casa.
 

 

O estudo analisou a vida dos companheiros dos funcionários do Bird, um banco com sede em Washington (DC). Os empregados deste Banco deslocam-se frequentemente para fora do país em viagens de negócios.
 

 

Os companheiros dos funcionários que viajaram, pelo menos, quatro vezes ao ano, foram mais propensos a requisitar o reembolso por atendimento psicológico.
 

 

Segundo o estudo, as mulheres que ficavam separadas dos seus maridos mais vezes por ano apresentavam uma maior propensão para problemas psicológicos relacionados com o stress
 

 

Eles também sofrem
 

 

Embora possamos pensar que quem viaja não sente stress pelo afastamento, estamos redondamente enganados. Um estudo anterior, realizado entre os mesmos funcionários do Banco Mundial que faziam viagens internacionais, mostrou que também eles solicitavam mais o atendimento médico e psicológico, comparados com os funcionários que não viajavam.
 

 

O estudo, publicado na revista «Occupational and Environmental Medicine», cita Lennart Dimberg, do Serviço de Saúde do Trabalho do Banco Mundial, o qual afirma a existência da mesma situação de stress tanto para os funcionários que efectuam viagens com regularidade, como para os seus conjugês.
 

 

«As empresas que têm funcionários que fazem viagens internacionais devem ter como prioridade encontrar formas de aliviar o impacto destas deslocações frequentes sobre os funcionários e as suas famílias», avisaram os investigadores.
 

 

A equipa avaliou mais de 4600 pessoas casadas com os funcionários, grupo que incluiu duas vezes mais mulheres que homens. Durante um ano, essas pessoas fizeram requisições para atendimento médico, numa taxa 16 por cento maior que os companheiros dos funcionários que não viajavam.
 

 

Os maridos ou mulheres das pessoas que viajavam com frequência foram cerca de três vezes mais propensos a receber um diagnóstico de distúrbio relacionado com o stress.
 

 

A equipe sugeriu que o stress de planear a ausência do companheiro e restabelecer a harmonia após o seu regresso, em conjunto com o tempo que não é dedicado à família, poderá ajudar a explicar os resultados do estudo.
 

 

Os companheiros que ficam mais tempo sozinhos também relataram mais doenças de pele e distúrbios intestinais, problemas que segundo os especialistas podem ser desencadeados pelo stress.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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