Que relação existe entre tinta para o cabelo e linfoma?
13 julho 2005
  |  Partilhar:

 

 

 

Pessoas que pintavam o cabelo ou foram expostas à tinta até meados dos anos 1970 correm mais riscos de desenvolver cancro, segundo um estudo da Agência Internacional para o Estudo do Cancro, em França.
 

 

Alguns componentes foram eliminados das tintas para o cabelo durante a década de 1970, quando foi comprovado que provocavam cancro, mas o estudo feito com cinco mil mulheres constatou que as pessoas expostas a essas tintas, como cabeleireiras, antes dessa época, ainda têm um maior risco de contrair linfoma.
 

 

Linfoma é o cancro do sistema linfático – rede de vasos que faz parte do sistema imunitário do corpo humano – que transporta as células que lutam contra as infecções, os linfócitos, e também retira as células mortas dos tecidos.
 

 

Entre as mulheres que usavam tinta de cabelo regularmente, o risco de desenvolver linfoma é 20 por cento maior do que o das mulheres que nunca pintaram o cabelo antes de 1980.
 

 

Cerca de um terço das mulheres, além de 10 por cento dos homens com mais de 40 anos, usam algum tipo de tinta para o cabelo. Apesar da má notícia, o investigador Paolo Boffetta, refere ser «tranquilizador verificar que as tintas usadas nos últimos 25 anos não parecem ter riscos». E acrescentou: «Pode ainda ser prematuro concluir que as tintas mais antigas têm relação de causa com o linfoma, mas as provas estão a crescer».
 

 

Um estudo publicado recentemente no Journal of the American Association também identificou ligações entre linfoma e as tintas antigas. Esse estudo, porém, não encontrou ligações com outros tipos de cancro, como o da mama e da bexiga, apesar de preocupações anteriores.
 

 

Os cientistas apresentaram os resultados do estudo na Conferência Internacional sobre Linfoma Maligno.
 

 

Nos últimos 20 anos, dobrou a incidência de linfoma no mundo ocidental. Para Franco Cavalli, presidente da Conferência, possivelmente «vírus e outros agentes infecciosos tiveram um papel importante nessa epidemia, mas os cientistas suspeitam há muito tempo que outros químicos poderiam estar envolvidos.»
 

 

Por isso, esse estudo que prova o aumento da incidência de linfoma, em mulheres que usaram regularmente tipos antigos de tinta, é muito importante.
 

 

Em declarações às agências internacionais, Gordon McVie, do Instituto Europeu de Oncologia disse que este é um estudo grande o suficiente para causar preocupações. «Mas segundo as regras actuais, os carcinógenos foram eliminados das tintas de cabelo. Por isso, pessoas que agora usam tintas não devem ficar alarmadas».
 

 

No entanto, o especialista alerta tanto as cabeleireiras, como as pessoas que, no passado, usaram muito tintas de cabelo para que prestem atenção se surgir quaisquer caroços ou inchaços anormais.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.