Que quantidade de sal se deve consumir?

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

28 novembro 2011
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Ao longo das últimas duas década os médicos têm alertado para o facto de o consumo excessivo de sal fazer mal ao coração. Contudo, um novo estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” dá conta que, tanto o consumo de níveis elevados como baixos de sal aumenta o risco de complicações cardiovasculares, nas pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares ou diabetes.

 

Estudos anteriores já haviam revelado uma associação positiva, nenhuma associação ou uma associação inversa entre o consumo de sal e doença cardíaca e acidente vascular cerebral, o que gerou muita controvérsia.

 
De forma a clarificar melhor esta situação, os investigadores da McMaster University, no Canadá, contaram com a participação de 28.880 indivíduos que apresentavam um risco aumentado de doença cardíaca e os quais tinham sido submetidos a ensaios clínicos, entre 2001 e 2008. Os investigadores analisaram a excreção de sódio e potássio a partir de amostras de urina de 24 horas.
 
Durante o período de acompanhamento ocorreram 4.500 eventos cardiovasculares, o que faz deste um dos maiores estudos que analisou a relação entre a excreção de sódio, uma medida do consumo de sal, assim como excreção de potássio e eventos cardiovasculares.
 
Os autores do estudo apuraram que o consumo moderado de sal (excreção entre 4 a 5,99 gramas por dia) estava associado com um menor risco de eventos cardiovasculares. Por outro lado, um maior consumo de sal (excreção maior que 7 gramas por dia) estava associado com um maior risco de acidente vascular cerebral, enfarte agudo do miocárdio e outros eventos cardiovasculares. De igual forma, uma ingestão pobre em sal (excreção menor que 3 gramas por dia) estava associado com maior risco de morte cardiovascular e hospitalização por insuficiência cardíaca congestiva.
 
Estes resultados questionam assim as recomendações actuais dadas para o consumo de sal, que aconselham um consumo diário de 2,3 gramas. Estas recomendações são baseadas em estudos clínicos anteriores que demonstraram que a pressão arterial diminuía quando o consumo de sal baixava. Contudo, não havia nenhum estudo de grande dimensão que tivesse investigado se a ingestão baixa de sal diminuía o risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
 
 Os autores do estudo concluem que estabelecer a quantidade óptima de sal é de particular importância para as pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares, pois estas estão especialmente vulneráveis a sofrer de efeitos cardiovasculares como resultado da ingestão elevada ou baixa de sal. Por outro lado, estas são as pessoas que recebem mais recomendações quanto à restrição de sal nas suas dietas.
 
 ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 
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