Quase metade dos idosos tem excesso de peso

Estudo da Universidade do Porto

30 setembro 2016
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Cerca de 44% dos idosos portugueses apresentam excesso de peso e 39% têm obesidade, dá conta um estudo da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP).
 

De acordo com os dados, ao qual a agência Lusa teve acesso, e que foram obtidos no âmbito do “Nutrition UP 65” (projeto sobre o estado nutricional dos portugueses com mais de 65 anos), a taxa de homens com excesso de peso (cerca de 50%) é superior à das mulheres (que fica pelos 40,3%), sendo, no entanto, a obesidade maior nas mulheres (44,5%) do que nos homens (30,6%).
 

O projeto, que teve início em abril de 2015, tem como objetivo aumentar o conhecimento dos profissionais de saúde e criar mudanças a médio e longo prazo na vida da população idosa.
 

Até à data, o projeto, coordenado por Teresa Amaral, analisou os dados entre dezembro de 2015 e junho de 2016, numa amostra representativa de 1.500 pessoas idosas, de acordo com o intervalo de idades, o género, o nível de ensino e a área regional do país.
 

Relativamente à desnutrição, que afeta cerca de 15% dos idosos, a prevalência de mulheres desnutridas ou em risco nutricional é de 18,7%, superior à dos homens, que ronda os 13%.
 

Quanto à sarcopenia (perda de massa, força e função musculares em consequência do envelhecimento), cerca de um décimo da população idosa apresenta os sinais, sendo semelhantes os valores em ambos os sexos.
 

No que diz respeito à hidratação, os dados indicam que 494 participantes, mais de um terço da amostra, estavam desidratados, apresentando os homens uma proporção mais elevada (47,1%), em comparação com as mulheres (30,5%).
 

O estudo apurou ainda que a grande maioria dos idosos, mais de 85%, consome sal em excesso, sendo o valor mais alto registado nos homens, 91,8%, ficando as mulheres pelos 80,4%. Cerca de sete em cada dez apresenta deficiência em vitamina D, com maior prevalência nas mulheres, com uma percentagem de 72,7%, superior aos 63,7% verificados nos homens.
 

Segundo o investigador da FCNAUP, Rui Valdiviesso, as alterações no estado nutricional têm implicações na fragilidade – associada à uma maior morbilidade e mortalidade nos idosos –, apresentando 20,6% dos idosos sinais desse fator, com uma maior incidência nas mulheres (25,5%) comparativamente aos homens (14%).
 

Os baixos níveis de vitamina D, a desidratação e o elevado consumo de sal também se associam a complicações clínicas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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