Quarenta por cento dos desinfectantes domésticos para eliminar vírus são ineficazes

Estudo publicado no “Journal of Food Protection”

14 abril 2010
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Cerca de 40% dos desinfectantes à venda no mercado destinados à limpeza doméstica são consideradas ineficazes na eliminação do norovírus, um grupo de vírus responsável por mais da metade de todos os surtos de gastroenterites de origem alimentar, refere um estudo publicado no “Journal of Food Protection”.

 

De acordo com o estudo realizado por investigadores da Universidade Laval, no Quebec, Canadá, apenas os desinfectantes à base hipocloreto de sódio (lixívia) conseguem reduzir drasticamente as concentrações destes vírus.

 

Os norovírus propagam-se directamente, através do contacto com pessoas infectadas, ou indirectamente, através de objectos contaminados, alimentos ou superfícies. A eficácia dos desinfectantes utilizados para limpar as superfícies em casa ou nos restaurantes é fundamental para limitar a propagação desses vírus, que afectam milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Neste estudo, a equipa liderada por Julie Jean testou a eficácia de três categorias principais de desinfectantes domésticos para eliminar os norovírus: produtos à base de lixívia, produtos à base de álcool e produtos de amónio quaternário.

 

Os testes laboratoriais mostraram que, cinco minutos após o contacto com um desinfectante à base de lixívia, a concentração de norovírus numa superfície de aço inoxidável apresentou uma redução espantosa.

 

De acordo com o estudo, os produtos à base de álcool e os de quaternários de amónio apresentaram uma eficácia 100 vezes menor. "Os resultados são particularmente preocupantes, considerando que cerca de 40% dos desinfectantes à venda no mercado têm por base o álcool ou o amónio quaternário", ressaltaram os cientistas.

 

A equipa também verificou que eram necessários somente dez minutos para que o norovírus humano aderisse a uma superfície de aço inoxidável. "Uma vez nas superfícies, estes vírus podem sobreviver durante semanas e potencialmente contaminar quem as toca. E é muito provável que os resultados a que chegámos sobre as superfícies de aço inoxidável também sejam aplicáveis a outros materiais", concluiu a líder de investigação, citada em comunicado de imprensa difundido pela EurekAlert.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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