Quanto tempo sobrevivem os vírus nos brinquedos?

Estudo publicado no “The Pediatric Infectious Disease Journal”

30 junho 2016
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Alguns vírus, como o da gripe, podem sobreviver nos brinquedos das crianças o tempo suficiente para provocar novos contágios, defende um estudo publicado no “The Pediatric Infectious Disease Journal”.
 

Richard Bearden II, o líder do estudo, refere que as pessoas não pensam que podem ficar infetadas através do contacto com objetos. As crianças são mais vulneráveis a muitas doenças infeciosas porque colocam as mãos e objetos estranhos na boca, e o seu sistema imunitário não está completamente desenvolvido.
 

Alguns estudos já tinham demonstrado que os brinquedos presentes em áreas de cuidados de saúde poderiam funcionar como veículos de surtos de doenças virais. Contudo, ainda não tinha sido apurado quanto tempo os vírus com envelope eram capazes de sobreviver num objeto, o que tem dificultado a avaliação do risco potencial de infeção e o desenvolvimento de medidas de controlo eficazes.
 

Os vírus com envelope tem uma camada externa protetora que os ajuda a sobreviver e a infetar outras células. Entre estes vírus encontram-se o vírus da gripe e os coronavírus, como os causadores da síndrome respiratória aguda (SARS, sigla em inglês) ou a síndrome de respiratória do médio oriente (MERS, sigla em inglês).
 

No estudo, os investigadores da Universidade Estatal da Georgia, nos EUA, utilizaram um bacteriófago com envelope o qual foi colocado em brinquedos num ambiente a 22°C e com uma humidade relativa de 40 ou 60%.
 

Ao longo de um período de 24 horas, um por cento do vírus permaneceu infecioso no brinquedo presente num ambiente com 60% de humidade relativa.
Os investigadores verificaram que o vírus permaneceu menos estável a uma humidade relativa de 40%, a qual é mais comum em ambientes interiores. Nas primeiras horas, apenas 0,01% do vírus se manteve. Após 10 horas foi possível recuperar 0,0001% do vírus.
 

O investigador alerta os pais, creches, consultórios médicos e outros lugares onde as crianças partilham brinquedos para implementarem algum tipo de estratégia de descontaminação para garantir que os brinquedos não são um reservatório de doença.
 

Richard Bearden II refere que os brinquedos partilhados devem ser descontaminados com frequência. A lixívia doméstica é uma das melhores soluções de limpeza. O investigador também recomenda a eliminação de brinquedos nas salas das instituições de saúde e que as maçanetas, botões de elevador e outras superfícies habitualmente partilhados também deveriam ser descontaminadas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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