Quantificada produção da molécula que revolucionou a informação no cérebro

Estudo da Universidade de Coimbra

18 outubro 2011
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Investigadores da Universidade de Coimbra conseguiram quantificar a produção em tempo real e in vivo da molécula que revolucionou a informação no cérebro.

 

Uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra conseguiu quantificar a produção, em tempo real e in vivo, de óxido nítrico (NO) e o seu raio de difusão no cérebro, uma medição decisiva para perceber a dualidade de acção desta molécula, já definida como molécula “revolucionária” porque é um radical livre e actua simultaneamente como um neuromodelador e uma neurotoxina, ou seja, tem uma acção positiva ao nível da memória e da aprendizagem e uma acção nefasta ao nível da morte celular associada a doenças neurodegenerativas, explica o comunicado enviado à imprensa.

 

Com estes resultados, cujos estudos se iniciaram há mais de uma década, a equipa multidisciplinar liderada por João Laranjinha, da Faculdade de Farmácia e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), demonstrou que a molécula NO é, fazendo uma analogia, “a ligação wireless do cérebro porque o NO produzido nos neurónios é o mediador do acoplamento neurovascular, isto é, além de ter um papel central para a sobrevivência dos neurónios ‘faz a ponte’ entre o sistema nervoso central e o sistema vascular”.

 

Segundo explicam, em comunicado enviado à imprensa, ao conseguir medir e descrever a dinâmica da concentração de óxido nítrico no cérebro, os investigadores criaram boas perspectivas para “determinar de que modo a molécula deixa de ser benéfica e passa a ser tóxica e, assim, desenvolver métodos que interfiram nos mecanismos por ela modulados para evitar a morte celular associada a doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou Parkinson”, explicou João Laranjinha.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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