Quando os bebés morrem subitamente e sem qualquer explicação
16 fevereiro 2002
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Todos os anos morrem várias crianças com o chamado síndrome de morte súbita, designação que se dá aos casos em que não é possível encontrar uma explicação médica para a causa da morte. Mas um temor maior começa a ser preocupante. Algumas destas crianças são assassinadas pelos pais, não sendo possível em alguns casos distinguir se a morte é causada pela síndrome ou por violência e maus tratos.
 

 

Nos casos em que a causa de morte não é conhecida é geralmente efectuada uma autópsia para apurar a causa de morte. No entanto, nem sempre é assim: «Qualquer médico é livre de passar uma certidão de óbito, cabe à consciência de cada um saber do que é que a criança faleceu. Mas nos casos de morte súbita, quase sempre é efectuada a autópsia. Se o médico desconfiar de alguma coisa deve mandar o corpo para o Instituto de Medicina Legal», explica o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria.
 

 

No interior do país, porém, por vezes as autópsias não são efectuadas. O médico que passa o atestado deve, no entanto, ter em conta a história médica da vítíma, assim como a posição em que o corpo é encontrado e a sua situação familiar.
 

 

Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatria e o Governo recomendaram que em todos os casos de morte súbita em lactentes deve ser feita uma investigação no local e uma autópsia, por um especialista em abuso infantil.
 

 

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Pediatria não reconhece a necessidade de tais cuidados, uma vez que a dimensão dos casos de morte súbita é reduzida, assim como os casos de mortes violentas.
 

 

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