Qualidade do ar nas casas portuguesas

Estudo liderado por Carlos Nunes, Instituto UCB de Alergia

15 outubro 2008
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Um em cada três portugueses tem doenças respiratórias e vive em casas com qualidade do ar inferior à desejável para evitar o agravamento da patologia, indica um estudo divulgado no Porto.
 

 

Segundo Carlos Nunes, do Instituto UCB de Alergia , autor deste estudo, verifica-se mesmo que as pessoas com problemas nas vias respiratórias superiores "têm o dobro da probabilidade de agravarem a sintomatologia".
 

 

No trabalho de campo deste estudo - considerado pioneiro "tendo em conta a sua amplitude" (557 habitações em todo o Continente português) - constatou-se que em 29,9% das residências analisadas moravam pessoas com renite alérgica.
 

 

Detectou-se ainda a existência de pieira nos últimos 12 meses em 28,8% dos habitantes e de asma em 18%. Também se verificou que havia humidade e bolores em 33% das residências e que em 26% delas vivia pelo menos um fumador.
 

 

Cerca de 60% das casas estudadas apresentavam pelo menos um parâmetro de análise com valores superiores ao valor-limite. Ainda assim, Carlos Nunes concluiu que as condições das casas dos portugueses são "aceitáveis", referindo mesmo que 95% delas tinham "condições regulares e boas em termos de habitabilidade".
 

 

O estudo vai ser enviado à Direcção Geral de Saúde, que a partir de Janeiro vai começar a medir a qualidade do ar em edifícios públicos, no cumprimento de uma directiva europeia.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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