Qualidade do ar afeta saúde dos cidadãos

União Europeia pode alterar regras para a poluição

18 janeiro 2013
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Os países europeus tentam cumprir a legislação sobre qualidade do ar, mas devido às alterações climáticas, a saúde dos cidadãos continua a ser afetada, e a União Europeia pode alterar as regras para a poluição.
 

"Ainda que tenhamos legislação, e que seja implementada, não dá os resultados que queremos, e é por isso que a Comissão Europeia - e espero que os países -, quer rever as regras para a qualidade do ar e incluir os limites [para poluentes] da Organização Mundial da Saúde, que são mais restritivos", disse a diretora da Agência Europeia do Ambiente (AEA), Jacqueline McGlade.
 

"Temos legislação, os países estão a tentar implementar e manter a boa qualidade do ar, mas a natureza, infelizmente, está contra nós, e as alterações climáticas ainda vêm dificultar mais" a situação, revelou à agência Lusa Jacqueline McGlade.
 

De forma a alertar para as consequências de poluentes, como o dióxido de nitrogénio ou o ozono, que estão presentes no ar e estão associadas com mais de 400 mil mortes prematuras e problemas respiratórios ou cardiovasculares, a Comissão Europeia marcou 2013 como o Ano do Ar.
 

Irá ser analisada a revisão da legislação sobre os limites nacionais das emissões, e o responsável referiu igualmente programas de apoio a projetos visando um "ar limpo", nomeadamente nos meios urbanos, a inovação e a investigação.
 

Perante a crise económica, Jacqueline McGlade transmitiu preocupação com a possibilidade de os países argumentarem não poder financiar medidas para reduzir a poluição do ar.
 

"Mas nós dizemos que não podem deixar de financiar, porque pagam por isso, com a saúde dos vossos cidadãos", defendeu.
 

"Ter 250 mil mortes prematuras associadas a problemas relacionados com a qualidade do ar são más notícias, e quando olhamos para os efeitos clínicos, chegamos a um ponto em que quase toda a população é afetada de um maneira ou de outra", disse a diretora da Agência.
 

"A verdadeira preocupação é que a poluição do ar é um assassino invisível", alertou.
 

A saúde "é um fator importante para motivar a melhoria da legislação europeia e, embora existam valores em conflito, há um coro de consenso acerca do facto de estar a custar milhões de euros", referiu Jacqueline McGlade.
 

"O desafio foi mostrar que [de 10 a 11 mil unidades industriais que reportam as emissões], 191 dessas instalações eram responsáveis por metade das causas. É fácil falar com a indústria sobre estas unidades e, em muitas instâncias, é reconhecido serem as menos eficientes, por isso não houve controvérsia", explicou.
 

A diretora Jacqueline McGlade concluiu que "o que será controverso é o público pagar, com a sua própria esperança de vida", a poluição do ar.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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