Qualidade da relação pais-filhos influi no risco de obesidade infantil

Estudo publicado na revista “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”

27 abril 2011
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Investigadores da Universidade de Ohio, EUA, asseguram que aos dois anos as crianças que mostram pouco de sentimento de apego aos seus pais correm um risco até 30% maior de apresentar obesidade aos quatro.

 

Além disso, e de acordo com os resultados do estudo publicado na revista “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”, a relação entre desapego e excesso de peso persiste mesmo depois de se ter em conta outros factores que também podem explicar estes casos de obesidade infantil.

 

Os psicólogos apontam que as crianças que são mais dependentes e que contam com os pais, sentem uma espécie de "porto seguro" que lhes permite explorar o seu ambiente e adaptarem-se mais facilmente às pessoas e a novas situações. Em contraste, as crianças com menos apego tendem a viver experiências negativas com os seus pais, que os leva a reagir a situações de stress com medo, raiva ou ansiedade, evitando interagir com os outros.

 

Em comunicado de imprensa, a líder da investigação, Sarah Anderson, refere que "a hipótese é que o apego possa reduzir o risco de obesidade na infância, prevenindo as respostas cerebrais associadas com o stress frequente ou ocasional, o que altera o normal funcionamento e desenvolvimento dos sistemas que afectam o peso corporal."

 

Para testar essa hipótese, Anderson analisou uma amostra de dados de um total de 6.650 crianças nascidas nos EUA em 2001 e que tinham sido submetidas a vários testes; primeiro aos 24 meses de vida e, posteriormente, aos quatro anos e meio, de modo a que os investigadores obtivessem informações sobre a sua saúde, nível de desenvolvimento e de aprendizagem.

 

Durante o estudo, observaram-se os comportamentos das crianças, por exemplo, se o choro das crianças poderia ser consolado pelo conforto da mãe, ou,se esse consolo materno não fazia diferença. A partir dessas e de outras anotações, e uma vez calculados os índices de massa corporal (IMC) das crianças dos dois aos quatro anos, verificou-se um risco 30% maior de obesidade entre as crianças mais inseguras aos 24 meses.

 

"Ajustámos outras variáveis, já que poderiam encontrar-se explicações alternativas para essa associação entre o apego e a obesidade, mas não se encontraram diferenças estatísticas significativas como estes 30% de probabilidade”, garantiu a autora do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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