Qualidade da memória está ligada à variação de um gene

Herança genética pode marcar as diferenças...

20 outubro 2003
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Cientistas suíços descobriram que uma de duas versões de um gene específico poderá explicar uma menor capacidade de memória nas pessoas que o herdam, indica um estudo publicado na revista «Nature Neuroscience».As capacidades da memória humana são muito variáveis segundo os indivíduos e metade delas são inatas, segundo a equipa de investigação da Universidade de Zurique que procedeu ao estudo, dirigida por Dominique de Quervain e Andreas Papassotiropoulos.A serotonina (5-hidroxitriptamina ou 5-HT), um neurotransmissor ou mensageiro químico, e os seus receptores nas células nervosas do cérebro, são importantes para a aprendizagem da memória, recordam os investigadores.Sendo as capacidades da memória herdadas numa proporção de cerca de 50 por cento, os autores do estudo deduziram a existência de variações genéticas que influem nos desempenhos neste domínio.Nesse sentido, estudaram as variantes de um gene que comanda a produção de um dos receptores da serotonina, o 5-TH2a. Este gene tem duas variantes, uma das quais predominante e a outra existente apenas em nove por cento da população humana.As pessoas portadoras da versão rara do gene têm uma memória menos boa, retendo em testes menos 21 por cento de palavras, em comparação com as dotadas da versão mais comum, segundo os resultados do estudo, em que participaram 349 jovens voluntários.Fonte: lusa

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