Qual é o melhor país para ser mãe?

Dados do relatório anula da organização Save The Children

14 maio 2012
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O melhor país para se ser mãe é a Noruega e o pior o Níger. Segundo o relatório anual da organização Save The Children. Portugal ficou colocado no 15º lugar.

 

Para o estudo a organização não-governamental norte-americana comparou os fatores educativos económicos, de saúde e políticos, como a escolaridade e acesso das mães ao trabalho, a utilização de contracetivos, a mortalidade infantil ou a duração da licença de maternidade de 165 países.

 

O relatório, ao qual a agência Lusa teve acesso, revelou que Portugal é um dos países com “as melhores políticas” quanto ao direito das mães reduzirem o horário de trabalho enquanto amamentam, assim como tem uma taxa de utilização de contracetivos superior a 80%, ao nível de países como a Noruega.

 

Portugal apresenta também um risco de morte materna inferior ao da Noruega – 1/9.800 contra 1/7.600 -, mas uma licença de parto bem mais curta – 16 a 20 semanas contra 34 a 46 semanas – e níveis mais baixos de escolaridade, acesso dos filhos à educação primária ou participação política das mulheres.

 

Quando comparado com Espanha, Portugal apresenta melhores indicadores no que respeita à utilização de contraceção (80 % contra 62 %) e mortalidade infantil (4/1.000 contra 5/1.000), pelo contrário Espanha tem um menor risco de mortalidade materna (1/11.400 contra 1/9.800) e uma maior escolaridade média das mulheres (17 anos contra 16).

 

Os 10 melhores países para ser mãe são a Noruega, Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Bélgica, Irlanda e Holanda e Reino Unido, que partilham o décimo lugar. Enquanto os piores são o Níger, o Afeganistão, Iémen, Guiné-Bissau, Mali, Eritreia, Chade, Sudão, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.

 

No comunicado enviado à imprensa que acompanha o relatório, a Save The Children apela aos líderes dos países mais ricos, que se reúnem brevemente na Cimeira do G8 nos EUA, para que tomem decisões sobre políticas e programas que permitam combater a subnutrição e, dessa forma, garantir a sobrevivência de mães e bebés.

 

A organização cita estudos científicos segundo os quais medidas de apoio à amamentação podem salvar um milhão de crianças por ano e frisa que, nos países em desenvolvimento, especialmente naqueles sem acesso a água potável, a amamentação pode ser a diferença entre viver ou morrer.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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