Qual é a melhor forma de deixar de fumar?

Estudo publicado na revista “The Lancet Respiratory Medicine”

14 janeiro 2015
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O sucesso dos diferentes tipos de tratamento de cessação tabágica pode depender da rapidez com que os fumadores metabolizam a nicotina, defende um estudo publicado no “The Lancet Respiratory Medicine”.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, constataram que os indivíduos que metabolizam normalmente a nicotina e cujos níveis desta substância diminuem rapidamente são mais propensos a deixar de fumar com o fármaco vareniclina. Por outro lado, aqueles que metabolizam a nicotina de uma forma mais lenta atingem um sucesso similar através da utilização de pensos de nicotina.
 

De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores, liderados por Rachel F. Tyndale, contaram com a participação de 1246 indivíduos que queriam deixar de fumar, 662 dos quais foram classificados como metabolizadores lentos e 584 como metabolizadores normais. Ao longo de 11 semanas, os participantes foram convidados a utilizar pensos de nicotina, o fármaco vareniclina ou um placebo.
 

Os participantes foram submetidos a análises sanguíneas sete dias após o início do tratamento para avaliação da taxa de metabolização da nicotina. De forma a distinguir entre os indivíduos com uma metabolização lenta ou normal, os investigadores analisaram a taxa de dois metabolitos derivados da nicotina.  
 

No final do tratamento, os hábitos tabágicos dos participantes foram avaliados. Estudos anteriores já tinham sugerido que, caso um indivíduo estivesse sete dias sem fumar, era provável que continuasse sem o fazer ao longo de seis meses ou mais, sendo isso altamente sugestivo de sucesso a longo prazo.
 

O estudo apurou que, no final do tratamento, cerca de 40% dos indivíduos com uma metabolização normal da nicotina e submetidos ao tratamento com vareniclina ainda se mantinham sem fumar no final do tratamento, comparativamente com os 22% dos indivíduos que tinham utilizado os pensos de nicotina. Estes resultados indicam que a vareniclina foi mais eficaz do que pensos de nicotina para os indivíduos com uma metabolização normal da nicotina. No caso dos participantes com uma metabolização lenta, a eficácia foi semelhante. Contudo, verificou-se que este último grupo apresentou mais efeitos secundários, o que sugere que estes fumadores obteriam mais benefícios com a utilização de pensos de nicotina.
 

“Os nossos dados sugerem que tratar os indivíduos com uma metabolização normal da nicotina com vareniclina e aqueles com uma metabolização mais lenta com pensos de nicotina poderá fornecer uma abordagem clínica adequada. Adicionalmente, o prolongamento destes tratamentos para além das 11 semanas poderá manter os benefícios do tratamento”, concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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