Qual a diferença entre a culpa e irritação, sabe?

Estudo publicado na revista “Psychological Science”

27 setembro 2012
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A capacidade de identificar e distinguir as emoções negativas ajuda a identificar o problema que conduziu a este tipo de emoções. Contudo, enquanto alguns indivíduos conseguem diferenciar entre os sentimentos de culpa e de irritação, outros não são capazes de os separar, refere um estudo publicado na revista “Psychological Science”.
 

“É complicado melhorar a qualidade de vida sem se saber se estamos tristes ou irritados com algo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Emre Demiralp.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Michigan, nos EUA, decidiram analisar se a capacidade de distinguir os diferentes tipos de emoções negativas era diferente para os indivíduos saudáveis e depressivos, que muitas vezes têm sentimentos de tristeza, fúria, medo ou frustração que condicionam o seu dia a dia.
 

Para o estudo foram recrutados 106 indivíduos que tinham entre 18 a 40 anos. Metade dos participantes tinha sido diagnosticado com depressão, enquanto a outra metade não apresentava quaisquer sinais deste tipo de transtorno psiquiátrico. Ao longo de sete a oito dias, as emoções dos participantes foram monitorizadas aleatoriamente cerca de 56 vezes por dia.
 

Os participantes foram convidados classificar, numa escala de um a quatro, a intensidade com que sentiam sete emoções negativas como, tristeza, ansiedade, frustração, vergonha e culpa ou quatro emoções positivas, nomeadamente, felicidade, excitação, vitalidade.
 

Os investigadores também analisaram a tendência dos participantes para classificarem múltiplas emoções de um modo semelhante, num determinado momento. De acordo com a metodologia utilizada, caso duas emoções fossem reportadas simultaneamente, menor capacidade teria o indivíduo para as diferenciar.
 

O estudo apurou que os indivíduos depressivos tinham, em comparação com os saudáveis, menor capacidade para diferenciar as emoções negativas. Contudo, estas diferenças não foram observadas para as emoções positivas.   
 

Na opinião dos autores do estudo este procedimento pode ser utilizado para avaliar o estado emocional dos indivíduos com depressão ajudando, no futuro, a criar mais opções de tratamento.
 

“Os nossos resultados sugerem que ser específico sobre os pensamentos negativos é benéfico. E melhor evitar pensar que se está a sentir mal de uma forma geral. Tente ser específico. É raiva, vergonha, culpa, ou alguma outra emoção? A definição dos sentimentos pode ajudar a contorná-los e a melhorar a qualidade de vida”, conclui Emre Demiralp.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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