QI associado à capacidade para ignorar distrações

Estudo publicado na revista “Current Biology”

28 maio 2013
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Os indivíduos com um QI mais elevado processam a informação sensorial de forma diferente, sugere um estudo publicado na revista “Current Biology”.
 

O estudo refere que o cérebro das pessoas com um QI elevado é automaticamente mais seletivo na perceção dos objetos em movimento. Mais especificamente, eles apresentam uma maior capacidade para suprimir movimentos de fundo maiores e menos importantes.
 

"Não significa que as pessoas com QI mais elevado tenham simplesmente uma melhor perceção visual. A sua perceção visual é no entanto mais exigente. Eles destacam-se por visualizar pequenos objetos em movimento, mas apresentam dificuldades em ver movimentos de fundo de maiores dimensões”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Duje Tadin.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Rochester, nos EUA, contaram com a participação de 67 indivíduos, os quais foram convidados a visualizar um pequeno vídeo de barras pretas e brancas que se deslocavam. A tarefa dos participantes era identificar o sentido do movimento das barras. As barras foram apresentadas em três tamanhos diferentes, com a menor versão limitada a um círculo central onde a perceção do movimento humano é conhecido por ser a ideal. Todos os participantes foram também submetidos a testes de inteligência padrão.
 

Tal como era esperado, os indivíduos com um maior QI foram aqueles que detetaram mais rapidamente o movimento das barras quando estas foram apresentadas em círculos mais pequenos. Contudo, perante as imagens de maior dimensão, estes participantes eram mais lentos a determinar a direção do movimento das barras.
 

De acordo com os autores do estudo, esta incapacidade contra-intuitiva de aferir grandes imagens em movimento é um marcador da perceção para a capacidade do cérebro em suprimir o movimento de fundo. Na maioria dos casos, o movimento de fundo é menos importante do que pequenos objetos em movimento que se encontram em primeiro plano.
 

"Há algo nos cérebros dos indivíduos com QI elevado que os impede de ver rapidamente grandes movimentos de fundo “, referiu, Duje Tadin, Os autores acreditam que esta não é uma estratégia consciente, mas algo automático e fundamentalmente diferente sobre a forma como os seus cérebros funcionam.
 

A capacidade para eliminar as distrações pode ser útil uma vez que somos cada vez mais bombardeados com informações, as quais não conseguimos absorver na sua totalidade. Isto explica por que motivo alguns cérebros são mais eficientes que outros. Os autores acrescentam que “um processamento rápido tem pouca utilidade a não ser que se restrinja à informação mais relevante”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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