Pulsos magnéticos melhoram memória

Estudo publicado na revista “Science”

02 setembro 2014
  |  Partilhar:
A estimulação de uma parte específica do cérebro com pulsos magnéticos melhora a memória. O estudo publicado na revista “Science” também apurou que a recordação de eventos necessita do trabalho concertado entre várias regiões cerebrais e a estrutura de memória central, o hipocampo.
 
Esta descoberta abre um novo campo de possibilidades para o tratamento de problemas de memória causados por condições como acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer no estádio inicial, danos traumáticos cerebrais e problemas de memória que ocorrem no envelhecimento saudável.
 
De forma a chegarem a estas conclusões, os investigadores da Universidade de Northwestern, nos EUA, contaram com a participação de 16 adultos saudáveis com idades compreendidas entre os 21 e os 40 anos. Foram recolhidas imagens cerebrais a cada indivíduo e gravada, ao longo de 10 minutos, a atividade cerebral em repouso. Estes resultados permitiram aos investigadores identificar a rede das estruturas cerebrais que estão envolvidas na memória e associadas ao hipocampo. 
 
Os participantes foram sujeitos a um teste de memória que consistiu na associação de palavras a imagens. Posteriormente os participantes foram submetidos à estimulação cerebral durante 20 minutos, ao longo de cinco dias consecutivos. 
 
O estudo apurou que os participantes obtiveram melhores resultados nos testes de memória após a estimulação elétrica, mesmo 24 horas após o término da sessão. Comparativamente com os resultados do teste de memória obtidos antes da estimulação magnética, após este procedimento os participantes cometeram menos 30% de erros.
 
“Pela primeira vez demonstrámos que se podem alterar as funções de memória do cérebro em adultos, sem recurso a cirurgias ou fármacos. Esta estimulação não invasiva (…) tem um grande potencial para o tratamento dos distúrbios de memória”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Joel Voss.
 
Os investigadores também verificaram que a estimulação fez com que as regiões cerebrais ficassem mais sincronizados entre si e com o hipocampo. Esta maior sincronia fez com que os participantes obtivessem melhores resultados nos testes de memória. 
 
Os investigadores esperam, em estudos futuros, melhorar as funções cerebrais de indivíduos realmente afetados por problemas de memória.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.