Publicidade a alimentos não saudáveis desastrosa para obesidade infantil

Dados da Organização Mundial de Saúde

26 junho 2013
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Segundo a Organização Mundial de Saúde, a publicidade a alimentos não saudáveis está a ter consequências desastrosas para o aumento da obesidade infantil.
 

A obesidade extrema está a afetar um maior número de crianças em idade cada vez mais precoce. Quase uma em 10 crianças de 4 a 5 anos no Reino Unido é obesa. Nos Estados Unidos a situação é ainda mais grave, com cerca de um terço das crianças sendo consideradas obesas.
 

O consumo de alimentos ricos em açúcar, sal e gordura saturada tem contribuído largamente para o aumento deste problema. As crianças que vêm televisão com mais frequência apresentam um risco maior de obesidade devido não só ao facto de tenderem a ser mais sedentárias, mas também porque estão expostas a mais publicidade a alimentos não saudáveis.
 

Os alimentos ricos em gorduras saturadas, sal e açúcar mais comummente publicitados incluem refrigerantes, bolachas, doces, cereais de pequeno-almoço muito açucarados, comidas pré-confecionadas, estabelecimentos de comida rápida e outros.
 

A promoção deste tipo de alimentos constitui o principal fator de obesidade infantil e de outras doenças relacionadas com a mesma. As crianças são bastante vulneráveis à publicidade, podendo esta levá-las a tomar decisões pouco saudáveis no que respeita a alimentação. Para além da televisão, as crianças estão também a ser “invadidas” por aplicações para smart phone e pelas redes sociais.
 

Tendo em conta estes fatores, Zsuzsanna Jakab, diretora da Organização Mundial de Saúde para a Europa considera que “as crianças estão rodeadas de anúncios que as apelam a consumir alimentos ricos em açúcar e em sal, mesmo em locais onde é suposto estas estarem protegidas dos mesmos, como escolas e complexos desportivos”. A diretora acrescenta que existem milhões de crianças que estão expostas a práticas de marketing que são consideradas “inaceitáveis”.
 

A Organização Mundial de Saúde defende uma restrição na publicidade feita a este tipo de alimentos às crianças. Um relatório publicado por esta organização especifica as restrições que devem ser aplicadas na divulgação, a crianças, de alimentos ricos em gordura, sal e açúcar.
 

Embora todos os estados-membros na Europa tenham concordado em restringir a publicidade a alimentos não saudáveis, apenas seis países implementaram abordagens totais na regulamentação da promoção de comida e bebida para crianças. O relatório destaca ainda a importância se se reduzir a exposição das crianças a alimentos pouco saudáveis.
 

Nos EUA muitos profissionais de saúde estão a lutar no sentido de tentarem que se proíba a publicidade de comida rápida na TV de forma a dar resposta à epidemia de obesidade que afeta a camada mais jovem da população daquele país.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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