Publicidade a alimentos hipercalóricos dirigida às crianças

Especialista defende medidas de combate

13 março 2009
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Como medida de combate à obesidade, um problema que em Portugal tem particular incidência nas crianças, a publicidade a alimentos hipercalóricos em programas infanto-juvenis deve acabar. Esta é a opinião defendida pela endocrinologia Isabel do Carmo.

 

Este seria um dos grandes investimentos a fazer em matéria de campanha contra a obesidade, tendo em conta que mais de 90% dos alimentos publicitados para as crianças são hipercalóricos.

 

Além desta medida, Isabel do Carmo, directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, defende uma aposta política que passa, por exemplo, pela inclusão de nutricionistas no Sistema Nacional de Saúde.

 

A especialista defende que a campanha deverá ser forte e sustentada, semelhante à que foi feita com o tabaco, pelo que não chegam "as poucas medidas" tomadas até ao momento.

 

A médica, que foi a coordenadora do livro "Obesidade em Portugal e no Mundo", lançado recentemente, revela que em Portugal o problema da obesidade é especialmente inquietante nas faixas etárias mais novas. “É preocupante porque enquanto nos adultos nos situamos na média da Europa (em termos de incidência de obesidade), nas crianças estamos entre os piores. Dos três aos 18 anos temos os piores números, o que quer dizer que as actuais crianças e jovens vão ser muito mais obesos do que os adultos actuais, e isso é assustador", explicou a especialista à agência Lusa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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