Psoríase: novos alvos terapêuticos identificados

Estudo publicado na revista “Molecular & Cellular Proteomics”

26 janeiro 2015
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Investigadores americanos identificaram quatro proteínas que parecem estar associadas ao desenvolvimento da psoríase. O estudo publicado na revista “Molecular & Cellular Proteomics” é um avanço enorme no que se refere ao modo como esta doença crónica se desenvolve e por sua vez como pode ser impedida.
 

A psoríase é uma doença autoimune da pele caracterizada por lesões vermelhas e escamosas bem demarcadas. Esta doença, que afeta cerca de 2 a 3% da população mundial, pode atingir também as articulações, uma condição conhecida por artrite psoriática. A causa subjacente da psoríase ainda permanece desconhecida, e os sinais específicos que provocam o início da doença ainda estão a ser investigados. Atualmente ainda não existe cura para a doença.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Case Western Reserve, nos EUA, têm trabalhado ativamente na identificação de novas moléculas chave para o processo da doença, as quais se podem transformar em alvos terapêuticos.
 

Das cerca de 50.000 proteínas existentes no corpo humano, os investigadores, liderados por Nicole L. Ward, identificaram 1.280 que são diferencialmente reguladas na psoríase. Posteriormente focaram-se apenas em cinco proteínas, devido à sua elevada prevalência na psoríase humana.
 

Os investigadores retiraram amostras do tecido da pele de um modelo de ratinho para a psoríase e amostras de tecido de ratinhos saudáveis. Após comparação das diferentes amostras, os investigadores identificaram proteínas que eram reguladas de um modo diferente nos dois grupos de animais. Na pele dos ratinhos com psoríase verificou-se que os níveis das proteínas stefin A, slc25a5, serpinb3b e KLK6 estavam aumentados.
 

De forma a assegurar que as proteínas identificadas nos ratinhos eram importantes para a psoríase humana, foram analisadas células da pele psoriáticas humanas e amostras de tecido da pele psoriática humana. Confirmou-se que as proteínas Serpinb3b, KLK6, Stefin A1 e Slc25a5 encontravam-se em níveis aumentados no tecido da pele com psoríase e nas células da pele psoriáticas, comparativamente com as células e tecido da pele saudáveis.
 

Em estudos futuros, os investigadores vão tentar descobrir o papel e a importância de cada uma dessas proteínas na progressão da psoríase. A determinação da contribuição de cada proteína pode ajudar a fornecer alvos terapêuticos estratégicos para alterar o curso da doença ou, pelo menos, fornecer uma melhor compreensão de como a alteração da regulação destas proteínas contribui para a inflamação da pele e para a psoríase.
 

"Estamos sempre à procura de novos alvos ou uma nova visão sobre a progressão da doença, remissão ou suscetibilidade. Apesar de estarmos atualmente a trabalhar em ratinhos, o objetivo final é melhorar os cuidados e qualidade de vida para os pacientes”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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