Psoríase: novo tratamento mostra-se promissor

Estudo publicado na revista “Breast Cancer Research and Treatment”

16 janeiro 2012
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Investigadores suecos estão a desenvolver um novo e promissor tratamento da psoríase, dá conta um estudo publicado na revista “Breast Cancer Research and Treatment”.

 

Cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem desta doença de difícil tratamento, que é caracterizada pela presença de manchas eritematosas e descamativas circulares, cujas escamas são espessas e pouco aderentes. Estas lesões cutâneas afetam predominantemente os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e a região lombossagrada, podendo nos casos mais graves generalizar-se.

 

A proteína psoriasin (S100A7) é encontrada de forma abundante na pele das pessoas afetadas por esta doença, mas raramente está presente na pele das pessoas que têm uma pele saudável. Esta mesma proteína também é considerada um fator de risco para o desenvolvimento do cancro da mama.

 

Neste estudo, os investigadores da Linköping University, na Suécia, após terem realizado experiências em cultura de células verificaram que a interação entre a S100A7, os radicais livres de oxigénio e os fatores de crescimento vascular endotelial (VEGF) conduzia a um aumento significativo da divisão celular e ao crescimento de novos vasos sanguíneos (angiogénese). Contudo, quando bloquearam a produção da S100A7, a expressão dos fatores de crescimento vascular endotelial também diminui.

 

“Queremos analisar a capacidade da S100A7 funcionar como um alvo terapêutico. Através da inibição desta proteína, acreditamos que podemos reduzir a formação vascular e, consequentemente, a proliferação e a intensidade da magnitude da doença", revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Charlotta Enerbäck.

 

Estudos anteriores realizados em ratinhos mostraram que os inibidores da angiogénese reduzem não só a neovascularização, mas também a inflamação e a divisão celular excessiva. A inibição dos fatores de crescimento vascular endotelial não conduziu a efeitos secundários, pois estes existem no tecido saudável onde contribuem para a cicatrização das feridas.

 

“Uma vez que a S100A7 é expressa na pele afetada pela psoríase, esperamos que os inibidores contra esta proteína sejam altamente seletivos e eficazes contra a doença, e que o risco de efeitos secundários seja mínimo", acrescentou a investigadora.

 

Atualmente, a psoríase é tratada com vitamina D, cortisona, luz ultravioleta e doses baixas de quimioterapia. Mais recentemente, chegaram ao mercado outros fármacos porém estes são muito caros e não estão isentos de efeitos secundários.

 

Assim, os autores do estudo esperam que estes resultados os ajudem a criar um novo e eficaz tratamento contra esta doença incapacitante.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

psoriase

Que excelente noticia.

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