Psoríase: novo fármaco mais eficaz que atual tratamento

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

13 julho 2015
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Um ensaio clínico de fase II demonstrou que um novo fármaco para a psoríase tem uma maior eficácia do que o atual tratamento para esta condição crónica, dá conta um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 
Neste estudo, os investigadores do Northwestern Medicine compararam a eficácia do guselkumab com a do adalimumab, a medicação mais comum para o tratamento da psoríase.
 
A psoríase é uma doença autoimune da pele caracterizada por lesões vermelhas e escamosas bem demarcadas, podendo também atingir as articulações, uma condição conhecida por artrite psoriática. Esta doença está também associada a um risco aumentado de depressão, diabetes e outras condições.
 
De acordo com o consórcio do Dia Mundial da Psoríase, a psoríase afeta três por cento da população mundial, mas cerca de metade dos pacientes não recebe qualquer tratamento.
 
“Para os pacientes o conceito da psoríase ser algo com que se tem de viver já não é apropriado”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Kenneth Gordon.
 
Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 293 pacientes adultos com psoríase moderada a grave, definida como abrangendo 10% ou mais do corpo. Estes indivíduos receberam aleatoriamente doses variadas de um dos dois fármacos ou um placebo durante 52 semanas.
 
Após 16 e 40 semanas, a eficácia dos fármacos foi mediada numa escala de 0 a 5. Numa proporção significativa dos pacientes que tomou guselkumab, a psoríase foi completamente (pontuação igual a 0) ou quase eliminada (pontuação igual a 1), comparativamente com os pacientes que foram tratados com dalimumab ou com o placebo. Na semana 40, por exemplo, 81% dos pacientes que estavam a tomar 200 mg de guselkumab tiveram uma pontuação de 0 ou 1, comparativamente com os 49% dos pacientes tratados com adalimumab.
 
O novo fármaco funciona através do bloqueio de uma proteína específica, denominada interleuquina 23, enquanto os outros fármacos afetam a resposta imunológica de uma forma mais genérica.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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