Psoríase: novo fármaco elimina doença em cerca de 80% dos casos

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

15 junho 2016
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Um novo fármaco, o ixekizumab, foi capaz de eliminar completamente (ou quase completamente) a psoríase em 80% dos pacientes que ingressaram em três ensaios clínicos longos e de grandes dimensões, dá conta um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 

“Este grupo de estudo não só demonstrou níveis elevados e consistentes de segurança e eficácia, como também a grande maioria das respostas persistiu pelo menos 60 semanas”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Kenneth Gordon.
 

A psoríase, que afeta três por cento da população mundial, é uma doença imune inflamatória mediada que provoca prurido pele seca, vermelha e descamativa. Esta doença está associada a um risco aumentado de depressão, doença cardíaca e diabetes, entre outras condições.
 

O ixekizumab neutraliza uma via do sistema imunitário conhecida por promover a psoríase.
 

De forma a testar a eficácia do fármaco e perceber se os benefícios ultrapassavam os riscos, os três estudos conduzidos pelos investigadores da Universidade Northwestern, nos EUA, contaram com a participação de 3.736 adultos de mais de 100 locais de estudo em 21 países.
 

Todos os participantes tinham psoríase moderada a grave, a qual é definida como abrangendo 10% ou mais do corpo. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente de forma a serem tratados com diferentes doses de ixekizumab ou de um placebo ao longo de mais de um ano.
 

Os investigadores constataram que após 12 semanas, 76 a 82% dos pacientes tinham a psoríase classificada como “eliminada” ou “mínima”, comparativamente com os 3% incluídos no grupo de controlo.
 

Com base nestes resultados, os cientistas esperam que 80% dos pacientes apresentem uma taxa de resposta extremamente elevada ao ixekizumab e que cerca de 40% tenha eliminado a psoríase.
 

“Há cerca de 10 anos pensávamos que a eliminação completa da doença era impossível. Agora, com este fármaco, estamos a obter níveis de resposta mais elevados nunca antes vistos”, referiu Kenneth Gordon.
 

Os efeitos adversos associados à doença incluíram taxas relativamente mais elevadas de neutropenia, ou seja, níveis baixos de leucócitos, infeção por leveduras e doença inflamatória do intestino, comparativamente com a toma de um placebo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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