Psoríase ligada a hipertensão grave

Estudo publicado no "PLoS ONE"

25 maio 2011
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As pessoas que têm pressão arterial elevada, assim como psoríase, são mais propensas a ter pressão arterial mais grave e necessitam de mais medicação para controlá-la, do que pessoas que não têm essa doença de pele, refere um estudo da University of California, EUA, publicado no "PLoS ONE".

 

Trata-se do primeiro estudo a sugerir uma ligação entre esta doença dermatológica e gravidade da hipertensão. "O nosso estudo constitui um forte argumento de que a psoríase não é apenas uma doença da pele", disse, em comunicado, April W. Armstrong, professora de dermatologia, e líder da investigação. "Estamos a começar a verificar que a psoríase pode representar uma janela para detectar doenças cardiovasculares, incluindo a hipertensão".

 

A gravidade da doença varia consideravelmente entre os indivíduos e ao longo do tempo. Muitas vezes piora durante o tempo seco ou com infecções. "Os resultados do estudo podem alertar os prestadores de cuidados primários, cardiologistas e nefrologistas, os quais frequentemente tratam a hipertensão", disse Armstrong, acrescentando que "os pacientes hipertensos que também têm psoríase tendem a necessitar de um acompanhamento mais próximo e de um regime medicamentoso mais agressivo para conseguir o controlo adequado da pressão arterial".

 

O estudo avaliou 835 pacientes que tinham psoríase e hipertensão arterial, que foram comparados com mais de 2.400 outros indivíduos (grupo de controlo) que tinham hipertensão, mas não psoríase. Foi verificado que os pacientes com psoríase necessitavam significativamente mais de terapias intensivas da hipertensão arterial do que aqueles que não tinham psoríase.

 

Por exemplo, os hipertensos com psoríase tinham quase 20 vezes mais probabilidade de tomar quatro fármacos, ou um agente de acção central, do que os hipertensos sem psoríase. Os resultados foram considerados significativos, mesmo depois de controlar estatisticamente outros factores de risco associados à hipertensão, incluindo a diabetes, o tabagismo e o colesterol elevado. De acordo com a líder da investigação, é pouco provável que as drogas usadas para tratar a psoríase sejam responsáveis pela maior gravidade da hipertensão.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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