Psoríase: dois novos fármacos mostram-se promissores

Estudos publicados no “New England Journal of Medicine”

02 abril 2012
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Investigadores americanos desenvolveram dois novos e promissores tratamentos para a psoríase, dão conta dois estudo publicados no “New England Journal of Medicine”.

 

A psoríase é uma doença autoimune que afeta cerca de 7,5 milhões de pessoas nos EUA, de acordo com National Psoriasis Foundation. Os indivíduos com psoríase moderada apresentam lesões vermelhas e inflamadas que cobrem cerca de 3 a 10% do seu corpo. Nestes casos os médicos prescrevem habitualmente compostos biológicos como os inibidores do TNF. Contudo, nem todos os pacientes respondem a este tipo de tratamento.

 

Assim, os investigadores da Saint Louis University, nos EUA, testaram dois fármacos que interferem com uma molécula do sistema imunitário responsável pelo desenvolvimento da psoríase, a IL-17, e com o seu recetor. Os pacientes foram divididos em vários grupos tendo em conta as diferentes doses dos dois fármacos ou um placebo administradas e o tempo de duração do tratamento que variou entre duas a quatro semanas.

 

Os investigadores constataram que o fármaco que bloqueava diretamente a IL-17, o ixekizumab, conduziu a uma melhoria de 75% das placas psoriáticas em 77% dos pacientes que receberem a dose eficaz mais baixa e em 82% dos pacientes que receberem a dose mais elevada, durante 12 semanas. Cerca de 38% a 39% dos pacientes obtiveram uma melhoria de 100%.

 

Quanto ao outro fármaco, brodalumab, os autores do estudo verificaram uma melhoria de pelo menos 75% em 77% a 82% dos pacientes que receberam doses moderadas do fármaco durante 12 semanas. Em média, as lesões dos pacientes melhoraram cerca de 45%, 76 % e 86 % dependendo da dose utilizada.

 

De acordo com o líder dos dois estudos, Craig Leonardi, os dois fármacos apresentaram uma eficácia semelhante. Os efeitos secundários mais comuns dos fármacos testados foram infeções e inflamações no trato respiratório superior e reações no local da injeção.

 

O investigador revelou que a quase ausência de efeitos secundários foi impressionante. No entanto, agora é necessário passar para a fase 3 dos ensaios clínicos para que a eficácia e a segurança destes fármacos seja aprovada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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