Psoríase associada ao risco de doença cardiovascular

Estudo publicado no “Journal of Investigative Dermatology”

16 maio 2012
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Investigadores americanos descobrem o mecanismo responsável pela associação entre a psoríase e o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, dá conta um estudo publicado no “Journal of Investigative Dermatology”.

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os indivíduos que sofrem de doenças crónicas inflamatórias como a artrite reumatoide, colite, doença periodontal, lúpus e psoríase apresentam um elevado risco de desenvolvimento de doença cardíaca, cerebrovascular, arterial periférica, assim como um maior risco de morte. Muitos investigadores demonstraram também que a psoríase conduz a um maior risco de doença cardiovascular e ocorrência de complicações cardíacas, contudo não se sabia ainda o motivo desta associação.

 

Assim, com base nos resultados de estudos anteriores que tinham demonstrando que a psoríase aumentava o risco de morte e desenvolvimento de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, os investigadores do Case Western Reserve University School of Medicine, nos EUA, decidiram utilizar um modelo animal para demonstrar a associação entre esta doença dermatológica crónica e a doença cardiovascular.

 

Os investigadores, liderados por Nicole Ward, demonstraram que os ratinhos que sobre expressavam uma proteína denominada por Tie-2, desenvolviam uma doença de pele semelhante à psoríase humana. Através deste modelo, foi constatado que a inflamação crónica e persistente da pele pode resultar na inflamação das grandes artérias, nomeadamente da aorta.

 

“Acreditávamos que a inflamação crónica de uma grande extensão do organismo poderia ser a razão para o aumento do risco de complicações cardiovasculares nos pacientes psoríase, contudo, até à data não havia nenhum modelo capaz de, definitivamente, provar esta associação”, revelou a investigadora, em comunicado de imprensa.

 

Os investigadores mediram a formação de coágulos nos ratinhos saudáveis e nos ratinhos com psoríase, tendo verificado que nestes últimos o tempo de formação dos coágulos era menor. No caso dos humanos este menor tempo de formação de coágulos corresponde a um maior risco de bloqueio dos vasos sanguíneos que conduz ao acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio. O estudo também revelou que os ratinhos com psoríase apresentavam inflamação nos vasos sanguíneos semelhante ao observado nas lesões e nas placas ateroscleróticas.

 

Um dos achados mais importantes deste estudo, e de maior relevância para os pacientes com psoríase, foi o facto de se ter verificado que a remissão desta doença conduziu a uma diminuição da inflamação cardiovascular e formação de coágulos.

 

Com base nestes resultados os investigadores acreditam que um tratamento agressivo poderia bloquear as vias envolvidas na ocorrência de doenças cardiovascular nestes pacientes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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