Psiquiatria do Hospital de Santarém abre “oficinas artísticas”

Projeto pretende combater estigma da doença mental

09 dezembro 2016
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O Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santarém apresentou esta semana um projeto de criação de “oficinas artísticas” para indivíduos com doença mental, que tem como objetivo desenvolver competências e combater o estigma e o preconceito.
 

O projeto "INcluir - OficINas para todos e para cada um” vai ser desenvolvido em espaços da comunidade, como o Convento de S. Francisco, onde funcionam as oficinas destinadas à criação artísticas e decorrerão ações nas quais a população é convidada a participar.
 

“As pessoas com doença mental estão em situação de carência, exclusão social e são com frequência confrontadas com o estigma e o preconceito, aumentando a exclusão social, afetando os aspetos familiares, laborais, sociais, afetivos e relacionais”, refere uma nota do Hospital Distrital de Santarém (HDS), à qual a agência Lusa teve acesso.
 

O "Diagnóstico Social" do município de Santarém, elaborado pelo Conselho Local de Ação Social, identifica este como um dos problemas do território municipal sobre os quais é necessário atuar. O HDS afirma que o projeto, da responsabilidade do seu Serviço de Psiquiatria, tem como objetivo “proporcionar um ambiente de criatividade, partilha e crescimento pessoal, mediado pela arte, através da aquisição de competências técnicas da pintura, escultura e desenho”.
 

Carla Ferreira, enfermeira da equipa do Serviço de Psiquiatria do HDS, afirma que as oficinas, que começaram a funcionar no início do mês, têm a colaboração do artista plástico João Ferreira e de outros artistas instalados na Incubadora de Artes criada pela Câmara de Santarém.
 

O espaço, no interior do Convento de S. Francisco, abre duas vezes por semana, num total de quatro horas semanais, estando atualmente a ser frequentado por 15 pessoas (utentes do HDS e referenciadas por outras instituições, como a Santa Casa da Misericórdia ou os Serviços Sociais do município).
 

Carla Ferreira referiu que o projeto surge na sequência de um trabalho que vem sendo realizado ao longo dos últimos anos e que procura, além do desenvolvimento de competências, a inserção e a redução do estigma e do preconceito, de que é exemplo a loja social, aberta este ano como ferramenta para a integração.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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