Psicólogos mal-amados e mal pagos

Profissionais queixam-se de serem usados como «mão-de-obra» barata

14 julho 2002
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Os psicólogos estão a ser "escandalosamente" usados como "mão-de-obra gratuita" em diversas instituições, nomeadamente nos hospitais públicos, declarou à Agência Lusa Álvaro Cartas, do respectivo sindicato nacional.
 

 

O número destes profissionais no desemprego tem também vindo a aumentar, sublinhou o mesmo responsável, membro da direcção cessante do sindicato que integra a lista dos novos corpos gerentes para o biénio 2002/2004, a eleger hoje.
 

 

O Sindicato Nacional dos Psicólogos foi criado há 30 anos, numa época em que os psicólogos eram poucos e mal-amados. Hoje o cenário é distinto: as universidades formam anualmente milhares destes profissionais, e a sua actividade tornou-se respeitada.
 

 

Contudo, o desemprego tem vindo a aumentar, há muitos psicólogos "usados como mão-de-obra gratuita", por exemplo nos hospitais. Segundo o sindicato, "o mais chocante é que é precisamente em serviços do Estado que esta realidade se apresenta com maior gravidade".
 

 

Nas palavras de Álvaro Cartas, as dificuldades sentem-se em todas as áreas da Psicologia, desde a Clínica à Social e Educacional.
 

 

O Estado não abre concursos, e os jovens licenciados, quando acabam os estágios, preferem exercer a sua profissão nas instituições onde já se encontram, mesmo sem vencimento, pois temem afastar-se do meio e perder experiência. "Acaba por haver um aproveitamento desta situação", notou a mesma fonte.
 

 

Por outro lado, sustenta o sindicato, o Estado "reduziu drasticamente o número de psicólogos que intervém na área escolar" e "ameaça reduzir drasticamente o investimento na área da prevenção e tratamento das toxicodependências".
 

 

Veja tudo no:Diário de Notícias
 

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