Psicólogos criticam alarmismo do antraz criado pelos media
16 outubro 2001
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Os psicólogos criticam o alarmismo criado hoje pela comunicação social portuguesa quanto à ameaça de contaminação por antraz e censuram a utilização das palavras «medo e pânico».
 

 

«Antraz espalha o medo», «Medo da guerra química alastra aos portugueses», «Medo - Pó venenoso ameaça Portugal», «Antraz - suspeitas em Portugal», «Cartas com pó branco espalham o pânico por todo o mundo». Estas são as manchetes de hoje dos diários portugueses.
 

 

Victor Cláudio, professor no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), afirmou à agência Lusa que, com as manchetes dos jornais de hoje, os portugueses «sentem a sua segurança em causa e desenvolvem mecanismos de defesa como não abrir envelopes, ou mesmo deitá-los fora».
 

 

Medo e pânico, palavras utilizadas pela comunicação social, podem não corresponder exactamente à realidade e devem ser utilizadas com cuidado, adverte, por sua vez, Marco Ramos, do Instituto de Prevenção e Saúde Ocupacional.
 

 

A ameaça de terrorismo biológico criou, em Portugal, uma crença que é a base para desencadear o pânico, considera Victor Cláudio, alertando que facilmente se «resvalará para o pânico colectivo».
 

 

Fonte: Lusa

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