Prurido: identificada molécula que o despoleta

Estudo publicado na “Science”

28 maio 2013
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Investigadores americanos descobriram uma molécula que despoleta a sensação de prurido ou comichão, dá conta um estudo publicado na revista “Science”.
 

Os investigadores do National Institutes of Health, nos EUA, referem que se os resultados observados em ratinhos se aplicarem aos humanos, esta descoberta poderá conduzir ao desenvolvimento de fármacos capazes de aliviar os sintomas de condições crónicas de prurido como é o caso do eczema e da psoríase.
 

Neste estudo foi assim descoberto que o neurotransmissor conhecido por polipeptídeo natriurético tipo B (Nppb), que é produzido na espinal medula, ativa um circuito neuronal, que resulta na sensação de prurido. Os investigadores verificaram que este circuito é ativado quando o Nppb se associa a uma célula nervosa específica na espinal medula.
 

Os autores do estudo constataram que na ausência do Nppb ou da célula nervosa específica, os animais deixavam de ter comichão quando expostos a uma variedade de substâncias indutoras de prurido. “Foi incrível”, revelou em comunicado de imprensa o líder do estudo Santosh Mishra.
 

Na opinião dos investigadores, os resultados sugerem que nestas circunstâncias o sinal é interrompido, não sendo este transmitido ao cérebro através do sistema nervoso central. Por outro lado, este estudo também responde a um pergunta que tem persistido há já algum entre os especialistas: o prurido é um tipo de dor de intensidade baixa?
 

“O nosso estudo demonstrou que o prurido, que se pensava ser uma forma de dor de intensidade baixa, é uma sensação distinta” revelou, em comunicado de imprensa um outro autor do estudo, Mark Hoon.
 

Os investigadores acrescentaram ainda que, de acordo com os resultados, o Nppb parece ser um alvo óbvio para o controlo do prurido. Contudo, como esta molécula está também envolvida na transmissão de sinais noutros órgãos, o controlo deste neurotransmissor na espinal medula poderia conduzir a efeitos secundários indesejados.
 

Mesmo assim, Mark Hoon conclui que esta descoberta continua a ser um marco importante. “Identificamos, nos ratinhos, os neurónios que despoletam o prurido e descobrimos os três primeiros passos dessa via. Agora o desafio é identificar um biocircuito similar, avaliá-lo e identificar moléculas únicas que serão alvo para eliminar o prurido crónico sem causar efeitos secundários.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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