Prozac: Laboratório terá ocultado dados

Revista publica informações sobre efeitos secundários

05 janeiro 2005
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O laboratório norte-americano que produz o famoso anti-depressivo Prozac é acusado de ocultar dados clínicos que sugerem a associação entre o seu consumo e o risco acrescido de actos violentos e suicidários, revela a revista médica «British Medical Journal» (BMJ) no número de 1 de Janeiro.
 

 

Os documentos que chegaram à publicação britânica serão de memorandos e estudos internos do laboratório Eli Lilly e, segundo o BMJ, terão sido ocultados para evitar os efeitos negativos sobre a prescrição do fármaco a nível mundial. Mais de cinco milhões de pessoas consomem o anti-depressivo, refere a companhia americana.
 

 

Um relatório do laboratório, de 8 de Novembro de 1988, indica que «38 por cento dos doentes sob o efeito da fluoxetina [princípio activo do Prozac] assinalaram um acesso de excitação motora, contra 19 por cento dos pacientes que tomaram placebo [um medicamento sem qualquer princípio activo], uma diferença de 19 por cento atribuível à fluoxetina».
 

 

Os dados chegaram ao BMJ por fonte anónima e no mês passado a revista entregou-os à US Food and Drug Administration (FDA) que os vai analisar. Entretanto, vários membros da comunidade científica mundial têm apontado o artigo publicado na BMJ com «demasiado alarmista».
 

 

Fonte: Público
 

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