Provas de ADN podem ser fabricadas

Técnica forense posta em causa

20 agosto 2009
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Cientistas israelitas demonstraram ser possível fabricar provas de ADN, colocando, assim, em causa a credibilidade atribuída a este método de investigação em cenários de crime. O estudo de caso foi publicado na revista “Forensic Science International”.

 

No artigo publicado, os investigadores de Telaviv, pertencentes a uma empresa especializada em descobrir falsificações de ADN, retiraram sangue de uma mulher e submeteram-no a centrifugação para retirar os glóbulos brancos, que contêm ADN. Aos glóbulos vermelhos (que não contêm ADN) adicionaram o material genético proveniente do cabelo de um homem. Os autores enviaram esta amostra de sangue para um reputado laboratório forense, que a identificou como sendo pertencente a um homem.

 

Em entrevista ao jornal “New York Times”, o líder da investigação, Dan Frumkin, assegurou ser possível fabricar amostras de sangue e saliva com o ADN de outra pessoa que não o dador dessas amostras. Mais: é também possível fabricar uma amostra de ADN de alguém sem ter sido retirado qualquer tecido desse indivíduo, bastando para tal que o perfil de ADN dessa pessoa exista numa base de dados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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