Prova de acesso à especialidade médica vai mudar

Protocolo assinado entre escolas, médicos, estudantes e Ministério da Saúde

14 novembro 2017
  |  Partilhar:
Um protocolo que vai mudar a prova nacional de acesso à especialidade médica, uma alteração reclamada há décadas, foi assinado entre escolas, médicos, estudantes e o Ministério da Saúde, anunciou a agência Lusa.
 
Em causa está o “exame Harrison”, a prova que os médicos têm de realizar para poderem aceder a uma especialidade e que está em vigor há 40 anos, sendo criticado por ser demasiado focado na memorização.
 
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, sublinhou à agência Lusa a importância do momento que, acredita, “vai mudar a medicina em Portugal”.
 
“Finalmente chegou-se a um acordo para se mudar a prova de acesso à especialidade”, disse o bastonário, recordando que há muito que se reclamava uma prova que contemplasse mais o raciocínio clínico, não obstante a importância da memória.
 
A partir de 2019 os candidatos a especialistas já vão realizar esta prova e no próximo ano a mesma será aplicada a um grupo piloto.
 
À partida, a prova passará de 100 para 150 perguntas, mas tendo por base histórias clínicas que porão à prova o raciocínio dos candidatos.
 
“Vai deixar de ser uma prova de cruzes apenas para a memorização, mas vai ter de incluir uma área de raciocínio em todas as áreas”, adiantou Miguel Guimarães.
 
Caberá agora ao grupo que vai coordenar a prova definir um conjunto de questões práticas, sendo certo que a mesma se baseará num princípio: “A memória é uma peça central de qualquer conhecimento, mas em profissões como a médica, a capacidade de raciocínio clínico é fundamental”, explicou.
 
O novo exame aproxima-se dos modelos internacionais, como o norte-americano, que inclui 300 perguntas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar