Protótipo de pâncreas artificial em desenvolvimento para diabetes tipo 1

Juvenile Diabetes Research Foundation faz parceria com a Johnson & Johnson

25 janeiro 2010
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A primeira versão de um pâncreas artificial, uma forma revolucionária de administrar insulina aos indivíduos que sofrem de diabetes tipo 1, poderá estar disponível daqui a cerca de quatro anos, anunciou a Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF), que irá ingressar neste projecto em parceria com a Johnson & Johnson.

 

O novo dispositivo irá combinar uma bomba de insulina e um glucómetro com sofisticados algoritmos de computador para ajudar na prevenção dos baixos níveis de glucose no sangue, potencialmente fatais, bem como ajudar na prevenção das complicações induzidas por altos níveis de glucose.

 

O pâncreas artificial irá beneficiar principalmente os indivíduos que sofrem de diabetes tipo 1, uma doença auto-imune que destrói as células do pâncreas que produzem a insulina. Os indivíduos que sofrem desta patologia têm que repor os níveis de insulina através de injecções, que podem ser administradas utilizando uma bomba de insulina. Contudo, é difícil saber a quantidade exacta de insulina de que o corpo necessita. Na verdade, as pessoas que sofrem de diabetes têm que estar constantemente a verificar os níveis de glucose no sangue, de forma a certificarem-se de que este não está demasiado baixo ou elevado. Adicionalmente, existem inúmeros factores, nomeadamente o exercício, a doença e até mesmo o stress, que podem afectar os níveis de glucose no sangue.

 

O ideal para as pessoas que sofrem de diabetes seria ter um sistema que pudesse realizar todas as tarefas que actualmente são feitas pelos doentes com diabetes tipo 1, como o cálculo do impacto que a alimentação e o exercício têm nos níveis de insulina, bem como ajustar os níveis desta.

 

Este sistema de pâncreas artificial não irá, contudo, ser capaz de realizar todas estas tarefas. As pessoas com diabetes irão ter que continuar a indicar a quantidade de hidratos de carbono que consomem para que a bomba de insulina saiba a quantidade de hormona que é necessária administrar. Por outro lado, vai ser ainda necessário um controlo manual da glucose no sangue, por forma a confirmar as leituras efectuadas através do glucómetro.

 

No entanto, o presidente da JDRF, Alan Lewis, manifestou, em comunicado de imprensa, a sua opinião de que “este novo dispositivo irá transformar a forma como as pessoas medem os seus níveis de glucose e irá reduzir o risco de complicações, enquanto se espera por uma cura”.

 

Adicionalmente, o director do projecto na JDRF, Aaron Kowalski, bem como o endocrinologista pediátrico Henry Anhalt sublinharam que este sistema irá proporcionar algum descanso aos pais e às pessoas que sofrem de diabetes.
 

"Para um pai poder dormir um pouco, sabendo que a glucose no sangue do seu filho está controlada, é verdadeiramente revolucionário", acrescentou Henry Anhalt.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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