Próteses auditivas poderão proteger o cérebro em idade mais avançada

Estudo apresentado no congresso da Associação Internacional da Alzheimer

17 julho 2019
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Um novo estudo concluiu que o uso de uma prótese auditiva para ajudar a colmatar os problemas de audição relacionados com a idade poderá proteger a função cerebral dos utilizadores ao longo do tempo.
 
As conclusões foram retiradas de um estudo de grandes dimensões conhecido como PROTECT, que visa estudar melhor o risco de demência à medida que se vai envelhecendo. 
 
Os investigadores da Universidade de Exeter e do King’s College London, no Reino Unido, já recrutaram cerca de 25.000 voluntários com 50 anos e mais de idade, residentes no Reino Unido. A ideia é que os participantes sejam seguidos ao longo de 25 anos. 
 
Os participantes foram submetidos a testes cognitivos durantes dois anos. Após aquele período, os investigadores descobriram que os participantes que usavam próteses auditivas revelavam melhores resultados na memória de trabalho e em aspetos da atenção, em comparação com os participantes que não usavam aqueles dispositivos. 
 
Num dos resultados das medições da atenção, os participantes que usavam próteses auditivas demostraram tempos de reação mais rápidos, que são um reflexo da concentração.
 
Os achados prestam evidência precoce em como encorajar de pessoas para que usem uma prótese auditiva pode ajudar a proteger o seu cérebro e a reduzir o risco de demência. 
 
Este trabalho é uma continuação de investigações anteriores cujos resultados sugeriram que a perda de audição está associada a uma perda na função cerebral, memória e um maior risco de demência.
 
“Sabemos que poderíamos reduzir o risco de demência num terço se todos agíssemos a partir da meia-idade. Este estudo é parte de um bloco de trabalho essencial que ajuda realmente a manter os nossos cérebros saudáveis. Este é um achado precoce e requer mais investigação, mas, no entanto, tem um potencial estupendo”, comentou Clive Ballard, da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter e coautor do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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