Prótese total do joelho inovadora

Técnica permite recuperação mais rápida

22 maio 2012
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Uma técnica inovadora da prótese total do joelho, a qual requer um tempo de internamento reduzido, menos agressão cirúrgica, recuperação mais rápida e menor necessidade de cirurgia de revisão, foi apresentada no passado fim de semana no âmbito da primeira reunião de Ortopedia do Hospital Privado de Alfena.

 

Um dos ortopedistas que apresentou esta técnica, José Carlos Vilarinho, revelou à agência Lusa que a inovação desta técnica reside, “para além dos benefícios gerais que uma prótese do joelho tem”, no facto de serem “feitas linhas de corte na superfície óssea do fémur e da tíbia para que a prótese, depois, assente exatamente nesses cortes”, sendo “a precisão dos cortes altamente melhorada com esta tecnologia” porque estes “são adaptados à anatomia de cada doente, são feitos quase à medida de cada doente”.

 

“Teoricamente, pelas vantagens técnicas que ela tem, admito um tempo de internamento menor, menos agressão cirúrgica, menos risco de infeção, uma recuperação mais rápida e menos necessidade de cirurgia de revisão”, acrescentou.

 

José Carlos Vilarinho explicou que se trata de “uma novidade”, tendo a cirurgia já começado “a ser feita em Portugal”, tendo o pioneiro sido José Carlos Noronha, que já tem cerca de 12 próteses realizadas.

 

“Inicialmente é realizada uma TAC que é trabalhada de forma informatizada, é feito um modelo tridimensional que é depois enviado para uma fábrica na Suíça – neste momento não temos essa tecnologia cá, mas em breve haverá essa tecnologia a ser fabricada em Portugal - onde são feitos uns moldes que estão adaptados à anatomia do doente. Esses moldes permitem que os cortes na estrutura óssea sejam feitos de uma forma muito mais rigorosa do que até agora eram feitos pelas outras tecnologias aplicadas”, descreveu o especialista.

 

Esta é assim uma cirurgia feita “de uma forma menos agressiva em termos de evasão cirúrgica”, podendo o tempo de internamento “ser mais reduzido exatamente porque o pós-operatório é mais confortável”, sendo “a recuperação do doente mais rápida pelo próprio design da prótese”.

 

“Tendo uma medida de corte exato, aquelas forças relacionadas com pequenos maus posicionamentos das próteses anteriores, que levavam a um desgaste mais rápido da prótese e à necessidade de uma cirurgia de revisão, são também alteradas”, conclui.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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