Proteínas da medula espinal diferenciam doença de Lyme e síndrome da fadiga crónica

Estudo publicado na "PLoS One"

31 março 2011
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Um novo estudo afirma existirem fortes evidências que a análise de uma das proteínas do líquido da medula espinal pode ajudar a distinguir os pacientes com doença de Lyme daqueles com síndrome da fadiga crónica, aponta um estudo publicado na "PLoS One".

 

Parece também que ambas as doenças, que podem causar sintomas semelhantes, envolvem o sistema nervoso central e que as alterações de proteínas no sistema nervoso central são causas e/ou os efeitos de ambas as condições.

 

No estudo, conduzido por Steven E. Schutzer, da Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey, e Richard D. Smith, do Pacific Northwest National Laboratory, nos EUA, foi analisado o líquido da medula espinal de 43 pacientes com síndrome da fadiga crónica, 25 pessoas que tinham sido diagnosticadas e tratadas para a doença de Lyme, mas não se recuperaram completamente e 11 pessoas saudáveis.

 

Os investigadores identificaram 738 proteínas presentes apenas no líquido espinal de pacientes com síndrome da fadiga crónica e 692 proteínas encontradas somente no líquido espinal dos pacientes tratados para Lyme mas que não recuperaram completamente.

 

Até agora, nunca tinham sido identificados biomarcadores para distinguir entre a doença de Lyme e síndrome da fadiga crónica, nem provas de que o sistema nervoso central estaria envolvido em ambas as condições. "Um próximo passo será encontrar os melhores biomarcadores para obter resultados conclusivos de diagnóstico", explica Schutzer, em comunicado enviado à imprensa, acrescentando que "além disso, se a via  de uma proteína influencia ambas as doenças, os cientistas poderiam desenvolver tratamentos para atingir essa  via específica".

 

"As novas técnicas a ser desenvolvidas permitirão analisar mais profundamente e obter  mais informações para essas doenças neurológicas e outras (...) estas descobertas emocionantes são a ponta do iceberg",  acrescentou o líder da investigação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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