Proteína presente na placenta ajuda no combate de doenças sexualmente transmissíveis

Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”

04 março 2011
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Uma proteína presente na placenta pode ajudar no combate das doenças sexualmente transmissíveis, de acordo com estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

No tracto genital feminino humano - composto por colo do útero, útero, trompas de Falópio e vagina – está presente uma grande quantidade de anticorpos que ajudam a combater as infecções por patogénios. Contudo, o modo como estes o fazem ainda permanece desconhecido.

 

Para este estudo os investigadores da University of Maryland, no College Park, EUA, estudaram as células epitaliais presentes na parede do útero e da vagina de forma a perceberam como os anticorpos são transportados através destas células e atingem o interior, ou lúmen, do tracto genital.

 

Os investigadores liderados por Xiaoping Zhu demonstraram que a proteína denominada por receptor Fc neonatal, é expressa nas células epiteliais do tracto genital de humanos e ratinhos. Esta proteína que medeia o transporte de um anticorpo através do tecido epitelial do tracto genital, é conhecida por desempenhar um papel importante no transporte de anticorpos maternos através da placenta para a corrente sanguínea fetal. Este anticorpo, a IgG, é o que predomina nas secreções mucosas do tracto genital feminino.

 

O estudo constatou que os ratinhos que não expressam este receptor não sobrevivem a uma injecção intravaginal de uma dose letal do vírus herpes simplex tipo 2, um patógenio sexualmente transmissível, apesar de estes terem sido previamente imunizados contra o vírus. Pelo contrário, os ratinhos controlo, que apresentavam este receptor Fc, e que também tinham sido imunizados, sobreviveram à infecção.

 

Estes resultados demonstram que o transporte mediado pelo receptor Fc é o mecanismo pelo qual a IgG pode actuar localmente no tracto genital feminino potenciando a vigilância do sistema imune e a defesa do hospedeiro contra as doenças sexualmente transmissíveis.

 

De acordo com os autores do estudo, os resultados sugerem que as vacinas capazes de promover a produção de anticorpos no tracto genital feminino podem ajudar na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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