Proteína pode alertar para a disseminação do cancro

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

04 fevereiro 2011
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A presença de níveis elevados de uma proteína nas células cancerígenas poderá indicar a probabilidade de o cancro se disseminar, revela um estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”.

 

A disseminação do cancro, ou metastização, é muitas vezes fatal, e os cientistas têm tentado encontrar formas de prever se esse processo vai ocorrer, não só para ajudar a guiar e a individualizar o tratamento, mas também para identificar alvos de futuras terapias.

 

Para este estudo, os investigadores do National Institutes of Health, nos EUA, e da Universidade de Hong Kong colheram amostras do tumor de 99 pacientes que sofriam de cancro do fígado e mediram indirectamente, através da quantificação dos níveis de ARN (Ácido ribonucleico), os níveis da proteína CPE-delta N nos tumores e nos tecidos circundantes. Esta proteína é uma variante da enzima carboxipeptidase E (CPE), usualmente envolvida no processamento da insulina e de outras hormonas.

 

O estudo revelou que, quando a quantidade de ARN da proteína CPE-delta N era mais do dobro da do tecido circundante, o cancro apresentava elevada probabilidade de se metastizar, dentro de um período de dois anos. Dentro ou abaixo desse limite, o processo de disseminação teve uma menor probabilidade de ocorrer. Utilizando esta medida limite, os investigadores, liderados por Y. Peng Loh, foram capazes de prever com sucesso a metastização ou recorrência do cancro com 90% de precisão. Por outro lado, a quantificação da proteína contribuiu para prever, com precisão, quais os tumores que não iriam sofrer este processo, dentro de um período de dois anos, e em 76% das vezes.

 

Adicionalmente, os investigadores analisaram células de tumores da mama, do cólon, da cabeça, e do pescoço e constataram que os que disseminaram mais rapidamente apresentavam níveis elevados de ARN da CPE-delta N. O que indica que este tipo de medição poderá ter utilidade para vários cancros, algo que o distingue dos biomarcadores identificados até então.

 

De acordo com os investigadores, apesar de ainda serem resultados preliminares, estes sugerem que será possível desenvolver testes capazes de indicar se o cancro se vai metastizar e tratá-lo antes que esse processo se inicie.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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