Proteína destrói metástases de cancro por contacto

Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”

13 janeiro 2014
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Uma equipa de investigadores conseguiu parar a migração de células cancerígenas pelos vasos sanguíneos para formarem tumores secundários.
 

O tratamento de tumores cancerígenos primários é normalmente eficiente com cirurgia e radiação. No entanto, quando o cancro forma metástases, ou seja, quando as células cancerígenas se separam do tumor primário e se deslocam para outras partes do organismo, as possibilidades de sucesso para estes tipos de tratamento tornam-se bem mais escassas devido ao facto de ser difícil detetar as células cancerígenas. O cancro metastático é assim, responsável pela maioria das mortes por cancro.
 

O estudo conduzido por engenheiros biomédicos da Universidade de Cornell, EUA, vem demonstrar que é possível localizar essas células cancerígenas migratórias, bem como aniquilá-las antes que as mesmas possam formar tumores secundários.
 

Os investigadores utilizaram, para o estudo, amostras de sangue humano e, numa fase posterior, ratinhos, de forma a testarem o efeito de duas proteínas: a E-selectina, uma proteína que funciona como uma espécie de adesivo e a TRAIL (sigla em inglês para ligante indutor de apoptose relacionada ao fator de necrose tumoral), uma proteína que desencadeia o suicídio nas células tumorais.
 

Em conjunto, as duas proteínas formam uma camada pegajosa à volta dos leucócitos (glóbulos brancos). Quando em contacto com esses leucócitos pegajosos revestidos de TRAIL, as células cancerígenas implodem.
 

Os investigadores surpreenderam-se com o facto de este acontecimento ser mais propício num ambiente caótico de um meio em que existe fluxo, como os vasos sanguíneos. A equipa testou esta abordagem num meio estático e os resultados não foram tão positivos.
 

A abordagem das células cancerígenas diretamente com proteínas também não proporcionou resultados tão positivos. A abordagem das células cancerígenas em solução salina diretamente com as proteínas teve 60% de sucesso.
 

A abordagem da transformação dos leucócitos em portadores pegajosos de proteína TRAIL foi muito mais eficiente: num modelo de sangue em circulação, em condições semelhantes às de um organismo humano, a percentagem de exterminação de células cancerígenas foi de 100%.
 

“O mecanismo é surpreendente e inesperado, sendo que esta nova função dos glóbulos brancos no sangue em circulação é mais eficiente do que abordar as células cancerígenas com lipossomas ou com uma proteína solúvel”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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